Polícia Federal cumpre mandados da Operação Kickback em Niterói

Vítor d’Avila

A Polícia Federal cumpriu na manhã da terça-feira (15), em endereços na cidade de Niterói, mandados referentes à Operação Kickback. A ação foi realizada em conjunto com a Procuradoria Geral da República (PGR). Também foram cumpridos mandados na capital Rio e em Juiz de Fora, Minas Gerais.

De acordo com a corporação, a investigação apura possível esquema criminoso, no Rio de Janeiro, voltado ao desvio de recursos públicos na área da saúde por meio do pagamento de dívidas inscritas na modalidade “restos a pagar”. A fraude pode ter gerado prejuízo de mais de R$ 50 milhões aos cofres públicos.

Um dos presos é o advogado Wagner Bragança. Ele é vice-presidente da Comissão Especial de Direito Cooperativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e administrador judicial da Varig. Os agentes prenderam Bragança em um endereço no bairro do Recreio, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Procurada, a OAB afirmou que não iria se manifestar sobre o caso.

A Polícia Federal deflagrou hoje (29) operação para investigar esquema de pagamento de propina a diretores e ex-diretores do Banco de Brasília (BRB) em troca de investimentos em empreendimentos.

A operação conta com a participação de 40 policiais federais. O Ministro Benedito Gonçalves, do Supremo Tribubnal de Justiça (STJ), autorizou o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva, a imposição de medidas cautelares diversas da prisão e a indisponibilidade de bens dos investigados.

De acordo com o que foi apurado pela PF, uma Organização Social (OS) que atua em Juiz de Fora e no Rio, recebeu cerca de R$ 280 milhões em dívidas inscritas em “restos a pagar” em troca de pagamento de propina de 13% sobre o valor quitado. Esse valor daria prioridade à Organização Social no recebimento dos recursos, já que diante da difícil situação financeira em que se encontra o Estado do Rio de Janeiro, nem todas as dívidas poderiam ser quitadas.

A força-tarefa também identificou que a mesma OS pagou cerca de R$ 50 milhões a um escritório de advocacia, que, por sua vez, repassou mais de R$ 22 milhões para pessoas físicas e jurídicas ligadas ao operador financeiro identificado nas Operações Placebo e Tris in Idem, esta última responsável por afastar o governador Wilson Witzel em seu cargo e prender o presidente do PSC, Pastor Everaldo.

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