Pezão diz que Rio precisa do Governo Federal

Um dia após o governo federal anunciar um plano de segurança pública e a criação de uma força-tarefa de ações sociais para o Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão voltou a defender, ontem, em entrevista a uma rádio carioca, a integração com a União no combate ao tráfico de armas e drogas.

“O Rio precisa dessa integração. Desde ontem, equipes do Desenvolvimento Social, Educação, Saúde do governo do estado e prefeitura estão levantando as ações que vão entrar imediatamente nas comunidades e seus orçamentos. O resultado será apresentado ao governo federal na próxima semana. O governo federal vai aportar recursos. Esse foi o compromisso do presidente Michel Temer e do ministro do Planejamento.

Vamos trabalhar também fortemente com a inteligência das polícias. O Rio não fabrica fuzil. Só este ano 250 fuzis foram apreendidos. Na semana passada, vimos a apreensão de 60 fuzis, fruto de ações integradas de inteligência. Usar fuzil em qualquer lugar do mundo é ato terrorista. É uma arma de guerra. Ou apertamos nossas leis, com penas maiores, e fechamos nossas fronteiras, ou a polícia vai continuar enxugando gelo”, afirmou o governador.

Questionado sobre as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), Pezão defendeu o programa.

“Os índices de criminalidade nessas regiões hoje são muito menores do que quando não tinham UPP. Sei que é preciso fazer ajustes. Uma das ações necessárias é a contratação de mais policiais, que, infelizmente, não podemos fazer agora. Acho que o plano de segurança do governo federal e o acordo de recuperação fiscal ajudarão na contratação”, destacou.

O governador disse ainda que aguarda a aprovação, hoje e amanhã, pela Assembleia Legislativa, dos projetos de formalização da adesão do Rio ao regime de recuperação fiscal e de revisão de pensões por morte, para ir a Brasília dar continuidade aos compromissos do Rio, o que possibilitará a regularização do pagamento do funcionalismo.

“Espero aprovar na Assembleia entre hoje e amanhã as duas leis e, imediatamente, vou para Brasília. Ontem o presidente Michel Temer e o ministro Henrique Meirelles me cobravam essas duas medidas. A Assembleia tem seus prazos. Está andando dentro do prazo e está aprovando. Depois de aprovadas e o presidente homologar o acordo, em 45, 60 dias espero colocar os salários em dia”, concluiu.

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