Petrobras se manifesta sobre operação da PF em Niterói

A Petrobras se manifestou, nessa sexta-feira (22), sobre a Operação Laissez Faire, Laissez Passer, realizada na quinta (21), em Niterói, pela Polícia Federal (PF). A corporação está investigando possíveis casos de corrupção e cumpriu mandados de busca e apreensão contra ex-diretores.

Por meio de nota, a empresa afirmou que trabalha em estreita colaboração com as autoridades que conduzem a Operação Lava Jato. A companhia também salientou que é reconhecida pelo próprio Ministério Público Federal e pelo Supremo Tribunal como vítima dos crimes desvendados. Os ex-funcionários investigados não fazem mais parte dos quadros da companhia.

A Petrobras ainda afirmou que vem colaborando com as investigações, inclusive em relação aos fatos investigados na operação da PF, e atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 24 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 81 ações penais.

Por fim, a empresa pontuou que a operação se trata de um desdobramento de investigações antigas. “Cabe salientar que a Petrobras já recebeu mais de R$ 6 bilhões, a título de ressarcimento, incluindo valores que foram repatriados da Suíça por autoridades públicas brasileiras”, concluiu a estatal, em seu comunicado.

Recordando

Agentes da Polícia Federam cumpriram mandados na cidade de Niterói, na manhã dessa quinta-feira. A corporação deflagrou a operação Laissez Faire, Laissez Passer. Cerca de 10 policiais federais cumpriram, na cidade, dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba/PR, no bojo do complexo de investigações que apuram crimes contra a Petrobrás.

Segundo a PF, as medidas visam aprofundar as investigações acerca de práticas criminosas cometidas na antiga Diretoria de Abastecimento da empresa. Segundo dirigente de uma empreiteira nacional, que firmou acordo de colaboração premiada com a Justiça, foram realizados pagamentos de vantagem indevida para o então Diretor de Abastecimento, bem como por agente político que havia sido responsável pela sua indicação para aquele cargo dentro estatal.

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