Petrobras não confirma desistência de refinaria no Comperj. Conleste aguarda pronunciamento oficial da estatal

Após anúncio dos projetos para produção de energia termelétrica e criação de uma fábrica de lubrificantes para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), localizado em Itaboraí, a possibilidade da construção de uma refinaria na área está cada vez mais distante. A possível quebra de negociações entre a Petrobras e uma empresa chinesa deixou administrações públicas da Região Leste Fluminense preocupadas com a possível queda de desenvolvimento econômico nos municípios. Mas a direção do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste) está otimista com os projetos futuros para o complexo.

As negociações entre a estatal e a empresa chinesa teriam sido canceladas pelo projeto não ser economicamente viável. A informação foi dita pelo presidente da petroleira estatal, Roberto Castello Branco, durante um café da manhã com jornalistas, na última quarta-feira, na sede da empresa. Ainda de acordo com o discurso não faria sentido o investimento já que já existe uma refinaria no Estado do Rio de Janeiro. A Petrobras, por sua vez, não emitiu nenhuma nota sobre o assunto até o fechamento dessa edição.

O diretor-geral do Conleste, João Leal, disse que vai aguardar um pronunciamento oficial da Petrobras sobre o assunto. “Tem fatos que confrontam essa afirmativa. Teremos uma fábrica de lubrificante e de querosene para aviões, que não deixam de ser modalidades de refino. O projeto inicial de desenvolvimento do Comperj é faraônico e se auto destruiu por atos de corrupção em esferas públicas e privadas. A nossa realidade é um replanejamento de trabalhos dentro do projeto do complexo. Vai ter refino de outras maneiras”, comentou. João ainda reforçou que está marcado para 10 de janeiro uma reunião com especialistas para a criação de uma escola de qualificação de mão de obra, oferecida pelo Conleste, para o setor offshore.

SÃO GONÇALO
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Agriculta e Pesca, e Trabalho de São Gonçalo informou que a expectativa de mais contratações era grande, tanto por parte de trabalhadores quanto por parte de órgãos do governo. Entretanto, as notícias a respeito de uma mudança de planos pela não conclusão da refinaria causa uma preocupação com o fim dos postos de trabalho, demissões e não contratações, já que o impacto negativo na renda das famílias será muito grande, sobretudo nesse período de fim de ano. Os impostos advindos do consumo, como ICMS e até ISS no caso de serviços, serão muito impactados e os cofres municipais sentirão fortemente o enfraquecimento.

PROJETOS EM ANDAMENTO
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, contou que dois projetos estão sendo executados para o Comperj. Segundo nota foi assinado um memorando de entendimentos com a Equinor, empresa produtora de petróleo, para a construção de plantas de geração de energia termoelétrica. Ele lembrou que está sendo construído um gasoduto para processar o gás que é da região do pré-sal. O outro projeto seria a utilização dos equipamentos do Comperj para operação remota da Refinaria Duque de Caxias (Reduc). “Estamos trabalhando em uma ideia de utilizar parte dos equipamentos do Comperj para atuar como uma planta remota da refinaria Duque de Caxias, para obtenção de lubrificantes de segunda geração que ainda são importados pelo Brasil”, afirmou.

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