Petrobras deve adiantar construção do Comperj em parceria com chinesa

A Petrobras concluirá a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, no Estado do Rio, em parceria com a gigante chinesa CNPC, que terá uma participação minoritária. A informação é de um executivo próximo às negociações, em conversa com jornalistas.

A parceria foi anunciada pela estatal nesta terça-feira (04), mas, conforme o comunicado, apenas foi assinado um memorando de entendimentos para iniciar negociações com o objetivo de fazer uma parceria estratégica. As obras do Comperj, envolvido em casos de corrupção na Operação Lava Jato, teve suas obras paradas desde 2014.

Foram gastos no projeto US$ 13 bilhões e nenhuma unidade foi finalizada. A expectativa é que a construção da refinaria no Comperj demande investimentos entre US$ 3,5 bilhões a US$ 4 bilhões.

A construção da refinaria não consta do Plano de Negócios da Petrobras 2017/21, para a qual a estatal buscava um parceiro. O único projeto do Comperj que a estatal prosseguirá é a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), destinada a receber e processar o gás natural que será produzido no pré-sal, que será feita com investimentos próprios da Petrobras da ordem de US$ 2,5 bilhões a US$ 3 bilhões. O memorando de entendimentos para a parceria entre as duas empresas foi assinado ontem pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o vice-presidente da CNPC e presidente da PetroChina, Wang Dongjin, em Beijing, capital da China. Segundo informações, a CNPC manifestou maior interesse em fazer parcerias com a Petrobras na área de exploração e produção de petróleo e aceitou participar da conclusão do Comperj com uma participação que será minoritária. Esse é o primeiro passo da Petrobras rumo a parcerias na área de refino. A parceria com a CNPC vinha sendo negociada há cerca de seis meses pela Petrobras.

A Petrobras afirma que essa parceria “é uma estratégia importante do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021. As parcerias estratégicas têm como benefícios potenciais o compartilhamento de riscos, o aumento da capacidade de investimentos na cadeia de óleo e gás, o intercâmbio tecnológico e o fortalecimento da governança corporativa”.

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