Pesquisa para governo do RJ repercute no meio político

Três dias após a divulgação da pesquisa feita pelo Instituto Gerp, publicada na quarta-feira (18), para governador do estado do Rio de Janeiro, o resultado causou reações distintas em alguns dos nomes que são apontados como candidatos a ocupar a cadeira de chefe do Palácio Guanabara em 2022.

O ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, celebrou o fato de aparecer na segunda colocação no cenário de disputa eleitoral mais provável. Em publicação feita em seu perfil no Twitter, ele afirmou estar “muito feliz em ser lembrado e já estar nos primeiros lugares”. E embora reconheça que tenha “um grande índice de desconhecimento em várias cidades, o ex-chefe do Executivo niteroiense acredita ser uma boa “referência” no cenário eleitoral do ano que vem.

“Acredito que essa boa referência nas pesquisas expressa o reconhecimento da boa governança que realizamos em dois mandatos na gestão pública de Niterói, amplamente reconhecida pela população e por instituições independentes. O Rio não pode ser mais o Estado onde as pessoas morrem por falta de cuidado com a saúde, pelos malfeitos, pelas balas perdidas, pelo domínio dos bairros por criminosos, pela fome e pelo desemprego. O Rio tem solução. E com a participação dos cidadãos, será o Estado da qualidade de vida e da esperança!”, comentou Neves.

A respeito do desconhecimento que muitos fluminenses têm sobre o ex-prefeito de Niterói, o presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Carlos Lupi, afirmou que a sigla já está fazendo agendas em todo estado para divulgar o nome do niteroiense “para aumentar seu conhecimento junto à população”. Além disso, garantiu que a experiência dele à frente do Executivo de Niterói por oito anos (2013-20) fará a diferença para os eleitores.

“Tenho convicção que o ex-prefeito Rodrigo Neves, por sua experiência exitosa em Niterói, tem condições de ser o governador que há anos nosso estado precisa. Com experiência administrativa, competência comprovada e capacidade de articulação política, está preparado para ser o próximo governador do nosso estado do Rio”, afirmou Lupi.

Freixo critica pesquisa

Também nascido em Niterói, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) criticou a pesquisa e não reconheceu o levantamento como válido, mesmo estando em primeiro colocado em um dos cenários, com 17%, e estando tem terceiro em outro, com 12%, atrás do vice-presidente Hamilton Mourão, do PRTB, (18%) e do atual prefeito do Rio Eduardo Paes, do PSD, (15%).

“Essa pesquisa não foi registrada. Em todas as nossas pesquisas estamos em primeiro. Nossas alianças estão crescendo e com muitos apoios. O Rio não pode continuar nas mãos de pessoas presas e comprometidas com o crime”, criticou Freixo.

Apesar da boa colocação em ambos os cenários, o deputado federal é o que tem o maior índice de rejeição, com 25%. Depois de 16 anos no Partido Socialista e Liberdade (Psol), Marcelo Freixo filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) neste ano.

Paes, Castro e Mourão não se manifestam

Outros nomes que foram citados na pesquisa foram os de Eduardo Paes, do atual governador Cláudio Castro (PL) e do vice-presidente da República Hamilton Mourão. A reportagem tentou contato com todos eles, mas não teve retorno até o fechamento da matéria.

Segundo apuração de A Tribuna, Paes já conversou com interlocutores afirmando que não entrar na disputa. De fato, em mais de uma ocasião o atual prefeito do Rio declarou não ter essa pretensão.

Embora esteja bem colocado em um dos cenários, Mourão já declarou que, caso dispute as eleições no ano que vem, deve se lançar candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, estado onde nasceu. Embora tenha residência na cidade do Rio, o vice-presidente é gaúcho de nascimento, tendo se mudado para o estado fluminense ainda na infância.

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