Pesquisa mostra que brasileiro não se organizou financeiramente para despesas de 2018

Raquel Morais –

Gastos com material escolar e pagamento de impostos como Imposto sobre a Propriedade Predial Territorial Urbana (IPTU) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), por exemplo, não tiveram nos planos dos brasileiros após virarem o ano. Para as despesas sazonais, 15% dos entrevistados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), afirmaram não terem condições de arcar com as dívidas. Em contrapartida 32% dos consumidores guardaram uma parte do a 13º salário para pagar essas contas.

O levantamento apontou que, na média, o brasileiro que parcelou suas compras natalinas vai terminar de pagar essas prestações somente entre os meses abril e maio, o que sinaliza um orçamento comprometido por um período considerável do ano. A niteroiense Débora Costa, 32 anos, explicou que gastou muito com o cartão de crédito no final do ano e agora se arrependeu. “Eu recebi a fatura do cartão e me arrependi de não ter me organizado. Eu gastei com muitas coisas que poderia ter economizado. A impulsividade me fez ficar enrolada de dívida”, comentou a dona de casa.

“O ideal é que todos tenham entrado 2018 com a organização já traçada no final do ano passado. Mas quem ainda não pensou nisso, ainda dá tempo e precisa correr. O primeiro passo é fazer um mapeamento pensando no futuro, mas sempre de olho no retrovisor, pois janeiro é um mês com muito acumulo de gastos, como viagens do período de festas e parcelas remanescentes do Natal”, alertou Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

A pesquisa apontou também que 17% dos entrevistados não fizeram qualquer planejamento para pagar esses compromissos no início de 2018, 27% abriram mão de compras no Natal e nas festas de fim de ano e 21% passaram a fazer algum bico para acumular uma renda extra. “Eu sou muito organizada com o meu dinheiro, até o salário do meu marido eu organizo. Uso adesivo para sinalizar o objetivo daquele dinheiro, guardo uma parte do salário e dou mesada para meus filhos aprenderem a se organizar. Acho que assim o salário rende melhor, com cada gasto em seu devido lugar”, finalizou a administradora Viviane Pinto, 33 anos.

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