Pesquisa mostra mudança na aquisição de animais

Raquel Morais –

Os animais exóticos estão caindo no gosto da população. Em Niterói comerciantes do setor pet, veterinários e a própria população estão escolhendo bichinhos como calopsita, hamster, porquinho da índia e até peixes para alegrarem a casa. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) ainda apontou que 14% dos donos de animais estão com o nome sujo por causa de compras para pets e 20% gastam mais do que o orçamento permite neste tipo de compra.

Ocupar menos espaço, dar menos trabalho, ter menor gasto com vacinas e consultas veterinárias e até mesmo pela facilidade em deixar esses animais sozinhos em caso de viagens. Esses são alguns dos argumentos usados por quem trocou os cães e gatos pelos bichos exóticos. A educadora física Fernanda Bastos, de 33 anos, é mãe da Letícia, de 9 anos, e da Lolla, de 1 ano, uma menina e uma calopsita. “Moro em apartamento em Icaraí e depois que meu cachorro faleceu eu optei por um animal menor. Comprei a Lolla e estamos muito felizes com ela. Ela anda o apartamento todo atrás da gente. Oferece uma troca de carinho e dá muito menos trabalho do que um cachorro ou gato”, comentou.

O veterinário Joel Osório, que tem uma clínica em Icaraí, explicou que também percebe um aumento na procura de atendimento para animais exóticos, principalmente calopsita e periquito. “A vinda ao médico é menos frequente, não tem vacina, gasta menos com alimentação e o dono tem mais comodidade para viajar”, exemplificou. “É claro que o cão e o gato são os animais preferidos das pessoas, mas é bom abrir o horizonte e dar e receber carinho de todos os bichos”, completou Joel.

No quesito venda, enquanto um hamster é vendido por R$ 25 e uma calopsita por R$ 200, um cachorro pode chegar aos R$ 5 mil, dependendo da raça. A ração de um hamster custa R$ 5,50 e da ave custa R$ 6,90, enquanto a comida para cão e gato pode passar dos R$ 200. “O niteroeinse gasta muito com o mercado pet. Além das rações, eles optam por caminhas e roupinhas para cães e arranhadores para gatos. Mas esse ano teve uma mudança na venda. As aves e roedores estão sendo vendidos em maior quantidade. Acredito que pela praticidade e economia”, finalizou Tamyres.

PESQUISA
Segundo o levantamento, 31% já deixaram de adquirir algo de seu uso ou de pagar alguma conta para poder comprar alguma coisa para o seu pet e 37% para pagar tratamento de saúde para ele. “Justamente por ser uma relação de carinho e cuidado é normal a pessoa querer dar o melhor para o pet, sem se preocupar com valores financeiros. Mas os gastos precisam ser controlados mensalmente, assim como qualquer outra despesa da casa, para não chegar a comprometer o orçamento”, explicou o educador financeiro do Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

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