Pesquisa mostra cenário eleitoral para governo do RJ com Rodrigo Neves na frente de Cláudio Castro

Ex-prefeito de Niterói aparece em segundo lugar, a cinco pontos de Marcelo Freixo, que lidera

A disputa eleitoral visando a sucessão para o governo do estado do Rio de Janeiro começa a se desenhar, com os principais nomes postulantes ao Palácio Guanabara sendo avaliados pelo eleitorado fluminense. Em pesquisa feita pelo Instituto Gerp, e divulgada na quarta-feira (18), o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), assumiu o segundo lugar da corrida eleitoral para o governo do estado do Rio de Janeiro em 2022. Neves passou o atual governador Cláudio Castro, e se encontra na vice-liderança, com 12%. O líder é o deputado federal Marcelo Freixo (PSB), com 17%.

Castro está tecnicamente empatado com Neves, com 11%. Na sequência vem Renata Souza (Psol), na quarta posição, com 3%, o presidente da OAB Felipe Santa Cruz (sem partido), em quinto, com 2 %, e o deputado federal Paulo Ganime (Novo), em sexto, com 1%. Ainda de acordo com a pesquisa, 3% dos entrevistados afirmaram que poderiam votar em qualquer um deles. Já 33% disseram que não escolheriam nenhum dos candidatos. E 18 % não souberam ou não responderam.

Os três primeiros colocados na sondagem têm suas candidaturas associadas à nomes que postulam a presidência da República no ano que vem. Enquanto Castro busca o apoio de Jair Bolsonaro, Freixo já conta com o apoio de Lula. Longe dos extremos, Rodrigo Neves terá total apoio do seu partido, o PDT, com Ciro Gomes como candidato à presidente.

SEGUNDA MENOR REJEIÇÃO É DE NEVES

Um dos indicadores desta pesquisa que favorecem o ex-prefeito de Niterói é o índice de rejeição. Apenas 10% dos entrevistados rejeitam o nome de Rodrigo. Somente Paulo Ganime está atrás dele nesse quesito, com 8%.

O nome que tem a rejeição mais forte é o de Marcelo Freixo, com 25%. Nesse item, outras figuras que também podem ser candidatas aparecem com percentual alto. Em segundo lugar, está o vice-presidente General Hamilton Mourão (PRTB), com 24%. Em seguida, vem o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), com 20%, Cláudio Castro com 15% e Felipe Santa Cruz com 12%.

CENÁRIO COM MOURÃO E PAES

A pesquisa também fez um outro cenário, incluindo os nomes de Hamilton Mourão e Eduardo Paes. Neste caso, o vice-presidente da República seria o líder com 18%, seguido por Paes com 15%. Freixo viria em terceiro com 12% e Rodrigo Neves ficaria em quarto com 7 pontos percentuais. Castro, neste caso, aparece em quinto com 6%, seguido de Renata Souza, sexta colocada, com 2%, e Paulo Ganime com 1%.

Embora esteja bem colocado em um dos cenários, Mourão já declarou que, caso dispute as eleições no ano que vem, deve se lançar candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, estado onde nasceu. Embora tenha residência na cidade do Rio, o vice-presidente é gaúcho de nascimento, tendo se mudado para o estado fluminense ainda na infância.

Já Eduardo Paes declarou em um evento que marcou a filiação do prefeito carioca ao PSD, que ocorreu em maio deste ano, que Felipe Santa Cruz seria o representante na legenda na disputa ao governo fluminense. Além disso, em mais de uma ocasião o prefeito do Rio declarou que não vai ser candidato ao estado no ano que vem.

MAIS CONHECIDOS X MENOS CONHECIDOS

A pesquisa também procurou saber o nível de conhecimento político do eleitorado fluminense. Entre nomes que integram a pesquisa, figuras que entraram para a política há pouco tempo e gente que já fez parte de disputas estaduais ou da cidade do Rio, quem mais foi lembrado pelos entrevistados foi o prefeito do Rio Eduardo Paes, com 93% de conhecimento dos eleitores.

Na sequência aparecem o ex-prefeito carioca Marcello Crivella com 90%, o também ex-prefeito César Maia com 89%, o ex-governador Anthony Garotinho com 84% e o senador e filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, com 83%, fechando assim os cinco primeiros nomes mais lembrados.

Nesta pesquisa, Rodrigo Neves aparece na 15ª posição com 34%, à frente de Renata Souza com 24% e Felipe Santa Cruz com 21%.

O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 10 e 17 de agosto e a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou menos.

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