Pesquisa coloca Niterói como cidade mais congestionada do país

Todo mundo sabe que não precisa de estudos para perceber que o trânsito de Niterói é um dos mais caóticos do Estado. No entanto, uma empresa brasileira de mobilidade urbana, a 99, confirmou o que todo mundo sabia ao apresentar os resultados da segunda edição do Índice 99 de Tempo de Viagem (ITV 99), que serve como termômetro de congestionamento do país, medindo as 30 cidades mais relevantes para o aplicativo.

Os dados apontam Niterói como líder no ranking nacional de 2018, seguida por Recife e Porto Alegre. Duas das maiores metrópoles do país, Rio de Janeiro e São Paulo, surpreendentemente, ocupam a sétima e oitava colocações, respectivamente, atrás de cidades como Goiânia, Salvador e Belém.

O levantamento foi realizado durante o período de 1º de outubro a 31 de dezembro de 2017, com base em milhares de corridas de táxis e 99Pop, modalidade de carros particulares da empresa, nas cidades mais relevantes em que a startup atua.

No ranking, Niterói apresenta o pior trânsito do Brasil. As viagens nos horários de pico levam, em média, 78% a mais de tempo do que aquelas em situação de tráfego livre. Já Porto Alegre e Salvador apresentam taxa de lentidão de 74% e 71%, respectivamente. Vale citar que Recife também liderou a medição do ITV 99 na edição anterior da pesquisa, com 85% e Salvador era a 9ª, com 68%.

“A pesquisa tem intenção de colaborar com a mobilidade urbana, fornecendo inteligência de dados, que identifica padrões de deslocamento das pessoas. A partir daí as entidades públicas podem tomar decisões estratégicas para evitar gargalos na circulação de veículos nas grandes cidades”, afirma Ana Guerrini, diretora de Pesquisa e Políticas Públicas da 99.

O Índice 99 de Tempo de Viagem (ITV 99) teve a sua primeira edição em 2017, analisando as corridas que ocorreram entre os dias 1º de junho e 31 de agosto nas cidades. O índice monitora o tempo de deslocamento dos carros no horário de pico e faz a média de atraso dos deslocamentos. Ou seja, o tempo médio perdido pelas pessoas com o tráfego ruim das cidades, nos horários de pico, entre 7h e 10h e entre 17h e 20h, comparando com o tempo de deslocamento nestas mesmas cidades em horários de trânsito livre. “Com exceção de Salvador, todas as cidades ou mantiveram o índice de trânsito ou tiveram queda”, completou Guerrini.

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