Pesquisa aponta que o setor da construção civil segue estável

Um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mediu o Índice de Confiança da Construção e apontou que em janeiro esse direcionamento ficou estável, no comparativo com dezembro de 2018. Apesar do panorama favorável, já que a escala determinou que o resultado ficou em 85,4 pontos em uma escala de zero a 200, comerciantes e empresários do setor não estão comemorando as vendas, que chegou cair 30% no comparativo entre os mesmos meses.

Segundo nota a estabilidade do índice foi garantida pela melhora da confiança dos empresários da construção no momento presente, já que o Índice de Situação Atual subiu 0,4 ponto, para 75,1, o maior nível desde abril de 2015 (75,5 pontos). O componente que mede a situação atual da carteira de contratos teve a maior alta: 1,3 ponto. O Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários da construção nos próximos meses, recuou 0,6 ponto, para 95,9. O componente com maior queda foi a demanda prevista para próximos três meses (-3,8 pontos).

O empresário Gustavo Queiroz, 37 anos, dono de uma loja de material de construção na Ponta da Areia, explicou que as vendas estão abaixo do esperado, com queda de 30% no movimento, e a expectativa para fevereiro é ainda pior.
“Desde 2017 os primeiros meses do ano estão muito ruins para os comerciantes. O desemprego é o fator mais apontado pelos meus clientes. Temos uma expectativa positiva para esse ano com a retomada do setor naval, mas ainda vamos ter que aguardar para ver como será essa alavancada nas vendas. Por enquanto estão muito ruins”, contou. O comerciante ainda reforçou que o perfil do cliente mudou muito.
“Não tem um cliente que não pede desconto ou pede parcelar. As pessoas estão fazendo contas e economia de R$ 0,50”, frisou.

De acordo com o Sebrae algumas atitudes são fundamentais para o sucesso no ramo de venda de material de construção como por exemplo posicionamento de mercado com definição clara do público alvo a ser atingido, gestão de produtos com organização por categoria, controle financeiro, parcerias e gestão de estoque por exemplo, com registro de fornecedores e produtos do estoque como quantidades, por meio de um sistema informatizado.

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