Pesquisa aponta que 74% dos brasileiros aprovam liberação do FGTS

Raquel Morais –

O Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ) divulgou uma pesquisa que apontou que 36,5% dos brasileiros vão aproveitar a liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de até R$ 500, e do saque-aniversário para quitar dívidas. Um dado curioso é que 13,2% não sabem o que vão fazer com o dinheiro, mas 74,6% aprovaram a medida e apenas 7,2% foram contrários. O calendário para o saque já foi divulgado pela Caixa Econômica Federal e os valores começam a ser liberados já em setembro e a retirada poderá ser feita até 31 de março de 2020, dependendo da data de nascimento.

A pesquisa mostrou ainda que 24,9% dos entrevistados vão usar o benefício para reforma da casa, 15,03% vão comprar algum produto ou serviço e 11,1% vão viajar. “Observamos um comportamento maduro por parte dos fluminenses, que na sua grande maioria vão procurar sanar suas dívidas, reformar suas casas e até investir o valor sacado. Ao organizar sua vida financeira, com recurso extra do FGTS, ele pode potencializar seu poder de compra de maneira mais sustentável e com a vida financeira controlada”, destacou João Gomes, economista da Fecomércio RJ.

A dona de casa Milena Freire, de 46 anos, disse que não vê a hora de sacar os R$ 500. “Pena que não foi liberado um valor maior. Eu com certeza vou querer esse dinheiro e vou acertar minha dívida do cartão de crédito, que tem juros enormes. Essa possibilidade veio em boa hora e acredito que vai ajudar muitos brasileiros que estão sofrendo nessa crise financeira”, contou a moradora de Santa Rosa.

A enfermeira Diana Moreira, de 36 anos, disse que vai usar o dinheiro para acertar a dívida do condomínio onde mora. “Eu tive que priorizar algumas dívidas e acabei deixando a do condomínio para depois. Vou aproveitar e pagar os dois meses que estou devendo”, contou a moradora do Apolo III.

Segundo levantamento da Serasa Experian, cerca de 23 milhões de brasileiros têm dívidas em atraso de até R$ 500. O número representa um terço (36,1%) dos 63,4 milhões de inadimplentes em junho de 2019, novo recorde histórico do indicador. Em média, estas pessoas têm duas contas atrasadas e negativadas.

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