Pesca na Lagoa de Imboassica está suspensa

Para que aconteça a renovação das espécies que habitam a Lagoa de Imboassica,em Macaé, a pesca está suspensa desde ontem, no momento em que o mar começa a fazer o movimento de retorno para a Lagoa. A pesca será liberada em cerca de 20 dias, quando o fechamento do canal acontece naturalmente com a intervenção do mar sobre o cordão arenoso.

A abertura da barra arenosa da Lagoa aconteceu após um estudo do Comitê da Bacia Hidrográfica de Macaé (CBH), formado pelas secretarias de Ambiente de Macaé e Rio das Ostras, Instituto Estadual de Ambiente (Inea), Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem/UFRJ) e sociedade civil. O objetivo é contribuir para a renovação das espécies marítimas, balneabilidade e diminuição do nível da água, além de um trabalho intenso no monitoramento, verificação das ligações clandestinas de esgoto, limpeza e reforço da educação ambiental na região.

De acordo com o coordenador de Biodiversidade, Gestão das Águas e Território, Sávio Magaldi, além de suspensão da pesca, nesse período é importante evitar o local para lazer, banho e utilização de veículos.

O coordenador também aponta que essa é a primeira vez que a barra arenosa da lagoa é aberta após um tratamento de efluente intenso, que conta hoje com cerca de 80% do esgoto tratado no local, o que vai permitir uma água limpa por muito mais tempo.

“Além de água limpa e duradoura, uma equipe do Nupem recolheu e recolherá amostras da fauna, flora e água. Dessa forma, será realizado um ‘antes e depois’ da abertura do canal para que, após o resultado, sejam implantadas políticas públicas na área”, informou o coordenador de Biodiversidade.

Renovação das espécies
Com a abertura da barra arenosa, os peixes da Lagoa de Imboassica sofrem um choque de temperatura, o que provoca a perda de alguns peixes. Na sexta-feira, um dia após a ação, foram encontrados cerca de cinco quilos de pescado morto em praias próximas. Essa quantidade foi menor que a expectativa do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH). A secretaria ainda informa que a quantidade de peixes que migra e se reproduz na lagoa é 20 vezes maior que as espécies perdidas

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