Perigo ronda academias da Região Metropolitana

No primeiro semestre deste ano foram flagrados 195 falsos profissionais de educação física, sendo quase 10% deste número, na região de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. O Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Educação Física (CREF1) também detectaram mais de 1 mil irregularidades nos estabelecimentos do Estado. Apesar do número alto, o conselho analisou que houve uma redução de 8% no número de falsos profissionais em relação ao mesmo período do ano passado. Na ocasião, 211 exercícios ilegais foram encontrados.

De acordo com a supervisora de Fiscalização do CREF1, Giovanna Pereira, as ações da fiscalização têm por objetivo defender a sociedade e zelar pela qualidade dos serviços profissionais oferecidos, através da habilitação, regulação e fiscalização do exercício. “Ter a presença do profissional de educação física em locais onde se pratica as mais variadas formas de atividade física, como academias, estúdios, clubes, entre outros, além de obrigatória, é fundamental, pois ele irá orientar de forma segura e eficiente a prática de exercícios”.

Do total, 135 casos ocorreram no Grande Rio, dos quais 22 na orla, com 18 encaminhamentos à delegacia. A Zona Oeste foi a região da capital com maior número de flagrantes de exercício ilegal da Educação Física, com 34 casos, seguidos pela Zona Sul (30), Zona Norte (28) e Baixada Fluminense (24). Os demais flagrantes foram encontrados na região de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (19).

Do total de casos da Região Metropolitana, grande parte ocorreu em musculação (66), seguido de treinamento funcional (39) e educação física escolar (15). No ranking das modalidades também tem: CrossFit/Crosstraining (10), Ginástica Localizada (7), Jump (7), Spinning (6), entre outras.
“No curso de educação física, temos disciplinas como anatomia e biomecânica, que são muitos importantes. Para um profissional atuar dentro de uma academia tem que haver profundo intendimento do assunto. Quando alguém não estudou certas disciplinas e vai exercer a profissão, acaba provocando danos, seja muscular, por não ter conhecimento de treinamento, e acaba elevando a fadiga muscular ou danos posturais ao aluno. Se esse falso profissional não faz uma avaliação preventiva sobre os problemas que o aluno tem, aí é pior ainda, porque não sabe o que o aluno precisa para a saúde dele, podendo causar mais danos”, explicou Marcelo César Sampaio, de 48 anos e 23 anos de educação física.

Marcelo lembrou ainda que pode haver situações que o profissional precisará fazer primeiros socorros e que existe uma lei estadual que dispõe que todo profissional de educação física é obrigado a realizar o curso suporte básico de vida. “Esse curso é fornecido gratuitamente pelo CREF e isso é mais um motivo para o aluno se preocupar se aquele professor realmente é registrado e qualificado”, completou.

Todos os casos de exercício ilegal foram encaminhados ao Ministério Público e os estabelecimentos irregulares estão com processos em andamento no Departamento Jurídico do CREF1.

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