Pelo atletismo, brasileiro passa à semifinal dos 100 metros rasos

Tóquio 2020

Depois de 17 anos, o Brasil volta a ter um representante na semifinal dos 100 metros rasos, a prova mais rápida do atletismo. O velocista Paulo André fez a marca de 10s17, atrás apenas do sul-africano Akani Simbine (10s08) e do marfinense Arthur Cisse (10s15) na sua bateria.

O brasileiro analisou sua corrida e revelou que teve que alterar a estratégia dentro da corrida, em apenas 10 segundos.

“Tive uma boa saída, mas uma má aceleração. Eles fugiram um pouco, mas eu me tranquilizei, consegui acompanhar, atacar no final e me classificar. Entrei para fazer uma prova por tempo, mas no meio dela tive de ter paciência para mudar a estratégia e consegui. Agora é trabalhar mentalmente na minha recuperação para chegar à semifinal bem”, comentou o atleta de 22 anos, nascido em Santo André, no ABC paulista, mas radicado desde criança em Vila Velha, Espírito Santo.

As semifinais serão neste domingo (1º) a partir das 7:15, no horário de Brasília, no Estádio Olímpico. A final também será no mesmo dia, às 9h05, hora de Brasília.

Vicente Lenílson foi o último brasileiro a chegar àsemifinal da prova

A última vez que o Brasil chegou à semifinal foi nas Olimpíadas de 2004, em Atenas, na Grécia. Na ocasião, Vicente Lenílson passou para essa fase ao marcar 10s26. Caso consiga a vaga para a final, vai quebrar um tabu que dura desde 1988, quando Robson Caetano chegou à final e, com o tempo de 10s11, ficou em quinto lugar na prova vencida pelo norte-americano Carl Lewis.

À época, o ouro do atleta dos Estados Unidos só foi possível graças à desclassificação do canadense Ben Jhonson por doping, que tinha cruzado a linha de chegada com o tempo de 9s79, fazendo o recordo mundial da prova. Mas após o exame detectar que o atleta do Canadá tinha tomado substâncias proibidas, tanto a medalha quanto a marca foram cassados.

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