Pedro Fernandes declara apoio a Wilson Witzel

Racha no PDT fluminense: o deputado estadual Pedro Fernandes, quinto colocado no primeiro turno na eleição para governador, com 466.954 votos, anunciou ontem apoio ao candidato do PSC, Wilson Witzel, no segundo turno. Já a legenda decidiu apoiar o candidato do DEM, o ex-prefeito carioca Eduardo Paes. Embora alguns integrantes defendem que o pedetista seja penalizado por desobedecer orientação da sigla, a executiva só deve tomar alguma decisão após as eleições.

Fernandes acompanhou Witzel em caminhada ontem em uma feira livre na Tijuca, zona norte do Rio. Segundo ele, o ex-juiz é o melhor candidato para mudar o modelo político que vem dominando o estado há muitas décadas. “Eu fico muito feliz de caminhar ao lado dele, porque tem propostas muito parecidas com as minhas, como acabar com os postos de vistoria do Detran; acabar com as regalias do serviço público; com a residência oficial do governador; acabar com blitzes caça-níqueis, enfim, reduzir os gastos necessários para que a gente possa fazer com que o Rio de Janeiro tenha dinheiro para avançar em áreas necessárias como segurança pública, saúde e educação”, declarou o parlamentar.

Witzel agradeceu o apoio de Fernandes. “Um parlamentar experimentado, que tem profundo conhecimento sobre o estado do Rio e que, como candidato, demonstrou que tem soluções muito parecidas com as propostas que eu estou apresentando”, disse o candidato do PSC.

Também na manhã de ontem, o presidente nacional e regional do PDT, Carlos Lupi, anunciou apoio a Paes, em defesa dos seguintes pontos: defesa da soberania e das liberdades individuais; soberania nacional; respeito absoluto à diversidade; desenvolver em todo o estado do Rio programa de educação inspirado nos Cieps, levando escola pública, de qualidade e em tempo integral para todos os municípios fluminenses e não privatizar a Cedae.

“Entendemos que o atual momento que vive o Rio exige, de todos nós, defensores incansáveis da democracia, um governador com experiência comprovada em funções públicas, e, acima de tudo, que defenda as liberdades individuas e a democracia para que possamos, juntos, colocar o estado do Rio nos trilhos do desenvolvimento novamente”, declarou Lupi, na nota.

Sobre a posição de Fernandes, este não deverá sofrer nenhuma sanção, a princípio. “Do PDT, somente ele apoia Witzel. Vamos nos concentrar na campanha do segundo turno. Depois das eleições, vamos tomar uma posição. A princípio não faremos nada”, afirmou o vice-presidente estadual, José Bonifácio Novellino.

O ‘não voto’ em Paes
Neste fim de semana, o ex-candidato a governador Anthony Garotinho (PRP), que teve o pedido de registro da candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral, declarou na sua página no Facebook, que defenderá o ‘não voto’ em Paes. “Votar nele é votar no MDB, depois de tudo o que denunciei sobre a quadrilha do ex-governador Sérgio Cabral, da qual o Paes faz parte. Não quero dizer que apoio o Witzel. Vou esperar que ele apresente as suas propostas para a população”, disse Garotinho.

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