PCdoB oficializa Manuela d’Ávila como candidata à Presidência

A deputada estadual Manuela d’Ávila foi confirmada pelo PCdoB nesta quarta-feira (01) como candidata do partido à Presidência da República. Dizendo-se esperançosa quanto à possibilidade de união entre os demais quadros da esquerda em torno de apenas um nome, a candidata se colocou como a melhor opção para construir um “novo projeto” de desenvolvimento para superar desigualdades regionais, de gênero e de raça.

Ao discursar, depois de ter a candidatura lançada com apoio unânime dos delegados do partido, Manuela d’Ávila apresentou bandeiras como a da reforma da segurança pública, a justiça tributária, o combate às grandes corporações e a revogação da reforma trabalhista e da emenda constitucional que estabeleceu um teto para os gastos públicos por 20 anos. Ela criticou o “desemprego recorde”, a queda da massa salarial e a evasão de jovens de universidades e escolas técnicas.

Apos o evento, a candidata voltou a dizer que abrirá mão de disputar a Presidência caso haja unidade dos três outros partidos da esquerda que pretendem concorrer ao pleito.

“Serei candidata, a partir da homologação, para defender o nosso país da cobiça das grandes corporações e das grandes potências internacionais. Sou candidata porque o Brasil é um sonho que pode ser realizado, porque acreditamos que é possível defender o desenvolvimento sustentável, aquele que coloca a Região Amazônica no centro das alternativas”, disse.

Sobre a Previdência, a candidata defendeu que se faça antes uma auditoria para saber o “tamanho do déficit”, e depois propor uma reforma que combata os privilégios. Manuela d’Ávila também disse apoiar a taxação dos lucros, dividendos e das grandes fortunas. “É necessário radicalizar a democracia. Ou seja, ocupar poder. É possível construir uma política com muito mais participação da sociedade”, prometeu ainda.

Em diversos momentos do discurso, a candidata criticou também a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ela, tem sido perseguido porque lidera as pesquisas de intenção de voto.

PRB oficializa apoio a Alckmin
A convenção nacional do Partido Republicano Brasileiro (PRB) confirmou ontem o apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin. Atualmente, a bancada do partido no Congresso Nacional tem 21 deputados federais e dois senadores.

O presidente licenciado do partido, ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, disse que o apoio à candidatura de Alckmin representa a capacidade de dialogar com opostos. Nas eleições de 2014, o partido apoiou a reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff, pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Pereira, no entanto, fez questão de afirmar que pretende “participar das decisões do governo e ajudar a governar o Brasil com críticas construtivas” e que apoiará a gestão de Alckmin caso tenha uma participação efetiva e coerente dentro de um eventual governo do tucano.

Presente na convenção, Geraldo Alckmin ressaltou que seu plano de governo terá foco na retomada do emprego e da renda. “Temos 62% da população tendo que fazer bicos porque o salário não chega no fim do mês”, disse. “Temos pressa. Como pode o mundo crescer quase 4%, isso em média. E nós estamos lutando para chegar em 1,5%. Isso mostra que o populismo leva ao desemprego, desarranjo das contas públicas e quem perde é o povo. Extremismo não é caminho, é descaminho”, completou.

Ao final da convenção nacional do PRB, Alckmin disse que vai anunciar o nome do vice da sua chapa no sábado. O presidenciável afirmou ainda que o escolhido “não necessariamente” será indicado pelos cinco partidos que compõem o Centro Democrático, chamado de Centrão (DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade). O tucano também disse que o seu vice não deve ser de São Paulo.

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