Pazuello e Ernesto têm sigilos telefônicos quebrados pela CPI da Covid

A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira (9) a quebra do sigilo telefônico de pessoas ligadas ao chamado “gabinete paralelo”, responsável por assessorar o presidente Jair Bolsonaro com ideias contra a vacina e favoráveis ao tratamento precoce. Entre os nomes que tiveram o sigilo quebrado estão os ex-ministros da saúude Eduardo Pazuello e ex-integrante do Itamaraty Ernesto Araújo.

Ao todo, serão solicitadas informações telefônicas, como ligações realizadas e recebidas, dados de acesso e troca de mensagens, de 26 pessoas. Além dos ex-ministros, a comissão aprovou a quebra do sigilo do auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Marques, responsável por um relatório paralelo que questionou o número de mortes por covid-19 no País e foi usado por Bolsonaro, sendo desmentido pelo próprio tribunal.

Os integrantes da comissão deixaram de fora os pedidos para a quebra do sigilo telefônico do vereador Carlos Bolsonaro (Patriota – RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. Outros aliados também ficaram de volta desse requerimento, como a médica Nise Yamaguchi. O presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), explicou que adotaria a medida apenas para quem é diretamente investigado pela CPI.

A comissão também decidiu abrir os sigilos bancário, fiscal, telefônico de três empresas de comunicação que prestaram serviços para o governo federal: EPR, Calya/Y2 e Artplan. As transferências de sigilo telefônico atingem ainda o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. Os dados que a CPI vai ter acesso envolvem informações do início da pandemia, em 2020, até o momento.

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