Paz, Amor e Renovação na vida de crianças da Região Oceânica

No quinto capítulo da série de reportagens sobre instituições de apoio à crianças, o jornal A TRIBUNA conta um pouco da história do Grupo Espírita Paz, Amor e Renovação (Gepar), que possui mais de 30 anos de história. Atualmente, a instituição faz a diferença na vida de aproximadamente 180 crianças e jovens, que participam da creche comunitária ou das oficinas de atividades socioeducativas.

A fundadora, Maria Cristina dos Santos Peixoto, explica um pouco do escopo do trabalho realizado pelo Gepar que, atualmente, é voltado para crianças em vulnerabilidade social da Comunidade da Ciclovia, no bairro de Piratininga. Ela conta que, além das atividades voltadas para a aprendizagem, o espaço também oferece esportes e atividades físicas aos pequenos.

“Desenvolvemos diferentes tipos de atividades socioeducativas. Não só da aprendizagem e leitura, mas também corporal, judô, caratê, música. Esse trabalho está ligado á área social da casa. Temos um comprometimento grande em criar um espaço de convivência, de respeito, a partir da própria realidade deles. Um espaço que discute as necessidades deles, dentro de uma comunidade de vulnerabilidade social, onde as questões são bem complexas e a gente dá esse apoio ás crianças da creche e aos jovens das oficinas”, contou.

Além disso, Cristina aponta para a necessidade em garantir a alimentação, não apenas das crianças atendidas pelo Gepar, mas também de suas famílias. Para isso, existe o projeto Semear, que consiste em captar doações de frutas, legumes e verduras de supermercados da Região Oceânica e encaminhar para as cerca de 80 famílias impactadas.

“Atualmente, a gente tem o trabalho do projeto Semear, que arrecada legumes, verduras e frutas de vários supermercados da Região Oceânica e, três dias da semana, esse material, é selecionado aquilo que pode ser doado e reutilizado, até mesmo por famílias e creches A gente chegou a 80 famílias recebendo esses legumes, verduras e frutas. Tem sido um trabalho, nesse momento, muito rico, nesse momento de necessidade”, prosseguiu.

Cristina também faz uma revelação: profissionais que trabalham no Gepar são pessoas que, quando crianças, passaram pela creche comunitária ou pelas oficinas. Isto mostra que o ambiente é acolhedor de tal forma que algumas pessoas atendidas permanecem convivendo no espaço, mesmo após chegar à vida adulta. Além disso, o Gepar funciona como polo de distribuição de cestas básicas.

“Estamos com parceria com a Prefeitura de Niterói. A gente cede o espaço e eles pagam os professores. Alguns deles já foram da nossa creche. A gente quer que as pessoas saiam do estado de vulnerabilidade e sejam protagonistas de suas próprias vidas. Não só dar o peixe, mas também ensinamos a pescar. Nós também estamos com um contato, com a própria Prefeitura, que tem enviado cestas básicas e estamos sendo um polo de distribuição. A gente faz a seleção das famílias”, orgulhou-se.

Contudo, a instituição não passou ilesa aos efeitos colaterais provocados pela pandemia da covid-19. O Gepar, mesmo tendo apoio da Prefeitura. Aqueles que queiram colaborar ou, até mesmo se candidatar a ser voluntário, será muito bem recebido, na sede do Gepar. O endereço é Av. Doutor Francelino Barcellos, número 333, em Piratininga.

“Nós estamos abertos ao voluntariado. Estamos fazendo uma capacitação dos voluntários para a gente ter uma voz única. Temos um bazar que mantém todo esse trabalho social, foram alguns parceiros. A gente sempre precisa de muitas doações, é o que mantém esse trabalho social. O custo médio é de R$ 20 mil por mês. Quem quiser ajudar, pode vir a nossa sede. Somos uma instituição de utilidade pública Federal, Estadual e Municipal”, concluiu.

Vítor d’Avila

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