Paulinho Moska no Teatro da UFF

Depois do enorme sucesso, no Ana passado, com o Teatro da UFF lotado, Paulinho Moska retorna ao mesmo palco, amanhã, 9, às 20h, com um espetáculo intimista de voz e violão. Na verdade, um show que acontece desde quando começou sua carreira. A facilidade de viajar pelo mundo com o violão debaixo do braço e cantando o que compunha, o seduziu pela relação mais direta entre o artista e seu público.

Uma Voz e um Violão. Um show que não precisa de mais nada. Somente do autor com seu cúmplice constante – o violão -, entoando juntas canções profundas e populares que nos acompanham há anos. As canções ficam mais fiéis às composições originais e ganham a força de expressão do autor tocando e cantando “do mesmo jeito que foram compostas”. O repertório é composto por Pensando em você, A seta e o alvo, A idade do céu, Lágrimas de diamantes, Último dia, Tudo novo de novo, Namora comigo, Somente nela, Admito que perdi, Relampiano, Quantas vidas você tem?, Sem dizer adeus, Muito pouco, entre outras.

No show, estão também a regravação de Enrosca (que fez parte da trilha sonora da novela “Império”), de Guilherme Lamounier, Tudo que acontece de ruim é para melhorar (da novela “Êta Mundo Bom!”), de Moska e Mú Carvalho, e Impaciente demais (da trilha sonora da novela “A Lei do Amor”), de Moska e Ricardo Leão, ambas de novelas globais e sucessos nas rádios do Brasil. Além de ter a canção Hermanos, do disco “Locura Total”, gravada com o argentino Fito Páez pela Sony Music. Voz e Violão é um show solo intimista. Quem já viu e ouviu sabe como é. É um show de lavar a alma e de total entrega. É poesia cantada com três instrumentos.

Quando era criança, Paulinho Moska gostava de colecionar coisas. Coisas de todos os tipos. Tampinhas de garrafa, selos, conchas, latinhas de refrigerante, quadrinhos. Não estacionava o interesse em um tema único. Queria experimentar tudo o que lhe parecesse suficientemente bonito, estranho, divertido, instigante. Figurinhas, discos, pedras, fotografias, chaves. E assim o menino montou, tijolo por tijolo, o mundo em que pretendia viver: costurando informações das áreas mais variadas, colando fragmentos de sons e pedaços de imagens de todos os tipos e origens.
Esse caleidoscópio de vontades, perspectivas e possibilidades ainda guia o homem Paulinho Moska – ou simplesmente Moska, como ele assina nos últimos tempos. Também construiu sua carreira artística, sua discografia, canções inspiradas e se reflete, desde o título, em “Muito Pouco Para Todos” (2013), pacote de CD e DVD gravados ao vivo que ele lançou por seu selo Casulo, com distribuição da Sony Music, até o novo show “Violoz”, com produção Liga Entretenimento.

São 20 anos de carreira solo, e a data redonda até justificaria um trabalho retrospectivo. Mas a ideia aqui não era rever nada. Ao contrário. Moska aproveitou um show no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, para ir adiante com as canções. Criou, no palco, um filme-colagem. Uma série (coleção?) de videoclipes cuja amarração dramática é feita pelos versos e climas das próprias canções. Moska já emplacou 13 temas em trilhas da TV Globo – 11 deles, em sua própria voz. São músicas que se tornaram bem populares em novelas e minisséries, como “O Último Dia” (“O Fim do Mundo)”, “A Seta e o Alvo” (“Zazá”), “Pensando em Você” (“Agora É que São Elas”) e “Tudo Novo de Novo” (tema de abertura da minissérie homônima). Também se tornou um compositor muito requisitado por outras vozes. A primeira foi Marina Lima, que, em 1995, abriu o álbum “Abrigo” com “Admito que Perdi”. Depois, vieram inúmeras outras gravações, por artistas como Maria Bethania (“Saudade”), Elba Ramalho (“Relampiano”), Ney Matogrosso (“O Último Dia” e “Gotas do Tempo Puro”), Maria Rita (“Muito Pouco”), Mart’nália (“Soneto do Teu Corpo”, “Sem Dizer Adeus” e “Namora Comigo”), Lenine (“Relampiano” e “Saudade”), Francis Hime (“Há Controvérsias”) e Zélia Duncan (“Carne e Osso”, “Não” e “Sinto Encanto”), entre tantas.

A classificação etária é 10 anos, a duração do show é de 80 minutos e os ingressos custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (estudantes, maiores de 60 anos, menores de 21 anos e pessoas com deficiência). O Teatro da UFF fica na Rua Miguel de Frias, 9 em Icaraí.

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