Patrulha Maria da Penha distribui 900 cestas básicas para mulheres vítimas de violência

Vítor d’Avila

Quando se fala em Polícia Militar, na maioria das vezes o que vem à mente é patrulhamento, prisões, operações. No entanto, na manhã de hoje (17), a corporação realizou uma ação diferente, em prol de mulheres vítimas de violência, que passam por dificuldades, agravadas pela pandemia do coronavírus.

Em uma ação integrada entre o Governo Federal, Poder Judiciário e a Patrulha Maria da Penha, 900 cestas básicas foram doadas a mulheres assistidas pela patrulha. A doação foi feita pela Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, vinculada ao Ministério Da Mulher, Família e Direitos Humanos, e a articulação para a entrega pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência (COEM), do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

A cerimônia para entrega aconteceu no 4º Comando de Policiamento de Área (CPA), no Centro de Niterói. A juíza Katerine Jatahy, do 6º Juizado de Violência Doméstica Contra a mulher e membro da COEM, explicou como funciona a logística de captação e entrega das cestas.

“Essa articulação para entrega às vítimas de violência contra a mulher foi feita pela nossa coordenadoria para destinar às mulheres que estão passando por uma situação muito difícil durante a pandemia, principalmente as vítimas de violência doméstica. A patrulha tem uma participação essencial, porque quando vai fiscalizar as medidas protetivas, tem encontrado as mulheres assistidas pelo programa em situação de extrema vulnerabilidade, passando fome, muitas vezes com filhos”, explicou.

As 900 cestas serão destinadas a mulheres assistidas pela Patrulha Maria da Penha e outras não atendidas, que serão indicadas pelo Centro de Referência, em todo Estado do Rio de Janeiro. A juíza Renata Medina, da Vara de Violência Doméstica de São João de Meriti disse estar feliz com a parceria entre diferentes instituições.

“Fico muito feliz com essa parceria. Estamos representando a COEM e com a certeza de que, com a divulgação dessa distribuição, podemos alcanças o maior número de mulheres vítimas de violência e tentar ao menos reduzir os problemas que são a elas criados por esses crimes. A Patrulha Maria da Penha, na Baixada, é fundamental para efetividade das novas decisões judiciais”, orgulhou-se.

A tenente-coronel Cláudia Moraes, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, falou sobre a importância da PM também estar envolvida em ações humanitárias. De acordo com ela, isso deixa claro a missão da corporação em estar mais próxima da população.

“Quando a gente fala da missão da Polícia Militar, é muito mais preventiva, de presença na vida das pessoas, de garantia. A questão da repressão tem que ser o extraordinário. Nosso dia a dia é estar próximo da população e essa situação humanitária é reflexo do olhar do policial no dia a dia, porque ele é tão humano quanto qualquer outra pessoa. É com essa realidade que a gente se depara e faz muito mais diferença esse trabalho que está sendo feito, a presença da Polícia Militar na casa das pessoas, as pessoas acreditam que esse trabalho está sendo feito com seriedade e transparência”, ressaltou a tenente-coronel.

A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, inclusive o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueiredo. Ele contou sobre a importância da atuação da patrulha e afirmou que a ação é fruto de um planejamento que visa atender a todos os municípios do estado.

“A Patrulha Maria da Penha veio para ocupar um espaço que a Polícia Militar precisava entrar engajada, nessa ação da violência doméstica contra a mulher. A partir daí fizemos um planejamento para contemplar todos os municípios com os patrulheiros. Verificamos que, durante a pandemia, muitas famílias estavam passando fome e buscamos parcerias para que conseguíssemos fazer chegar alimento às mesas dessas famílias”, completou o secretário.

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