Passageiros reclamam de falta de álcool em gel em coletivos

Raquel Morais

Passageiros que usam a linha número 100, da Viação Mauá, reclamam que os coletivos estão sem álcool em gel desde semana passada. Os motoristas não sabem quando os ônibus serão abastecidos e os passageiros reclamam dessa falta do item de higiene, além de constantemente os ônibus estarem sujos. Mediante as reclamações o Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) foi questionado sobre a situação dos motoristas que trabalham diariamente nos coletivos. O resultado foi uma fiscalização pelos diretores do sindicato no Terminal João Goulart, no Centro de Niterói, que resultou em pelo menos oito empresas que também estão deixando de fornecer o álcool nos coletivos e serão notificadas. Essas empresas não tiveram os nomes divulgados.

O auxiliar de escritório, Manoel Oliveira, 52 anos, mora no Porto do Rosa e trabalha no Rio de Janeiro. Diariamente ele pega a linha 100, da Mauá, e vai para o Rio. Mas desde semana passada ele percebeu que o vidro de álcool em gel está vazio.

“Eu sempre uso o álcool em gel que fica na minha mochila, mas eu acho que a empresa tinha que fornecer esse álcool. Estamos em uma pandemia e já estamos nos expondo indo trabalhar de transporte público. Eu não acredito que os coletivos sejam higienizados todos os dias. A capa onde a gente encosta a cabeça é imunda. No mínimo teria que ter o álcool em gel na entrada do coletivo. Isso minimizaria os riscos de contaminação”, frisou.

Mas não é só na linha intermunicipal que os passageiros da Mauá encontram problemas. A dona de casa Rita Louback, 53 anos, está acostumada a usar as linhas 422 e 37 e também percebe a falta do higienizador.

“Acho que a empresa tem que disponibilizar para o passageiro. Além do passageiro o próprio trabalhador, o motorista, precisa ter esse item de higiene. É uma questão de saúde pública e estamos vivendo uma situação inusitada”, pontuou.

A Mauá foi questionada sobre os problemas apresentados nessa reportagem, mas não se manifestou. Sobre as linhas municipais que circulam em São Gonçalo, a administração municipal informou que a Secretaria Municipal de Transportes irá cobrar a empresa responsável para apurar a situação e solucionar o problema.

Já sobre a linha intermunicipal, que é de responsabilidade a fiscalização pelo do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ), o órgão informou que, desde o início da flexibilização do transporte intermunicipal, em 6 de junho de 2020, a Viação Mauá recebeu 21 multas, sendo 10 por descumprimento da legislação vigente, inclusive as previstas nas normas sanitárias de prevenção à Covid-19. Diante da denúncia, a fiscalização na linha relatada será intensificada. Este ano, não foram registradas reclamações referentes a questões de higiene na linha 100. Os cidadãos podem entrar em contato através do telefone (21) 3883-4141, pelo e-mail ouvidoria@detro.rj.gov.br ou no WhatsApp (21) 98596-8545.

FISCALIZAÇÃO

Segundo diretores do Sintronac pelo menos oito empresas não estão fornecendo álcool em gel para seus funcionários e passageiros, conforme determinam as leis municipais 3.518 e 3.531, ambas de 2020, relacionadas às medidas de contenção da propagação do Covid-19. Os rodoviários não estão recebendo luvas e que suas máscaras de proteção estão sendo adquiridas por conta própria. Ainda segundo o texto serão enviados ofícios para as viações e para o Terminal João Goulart pedindo a normalização no fornecimento dos equipamentos e à Prefeitura de Niterói e ao Detro, solicitando o incremento de uma fiscalização eficaz por parte dos órgãos, que deveriam estar atuando para proteger a população.

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