Passageiro teria oferecido máscara para vítima de facadas em ônibus

De acordo com o pai do passageiro vítima de facadas em um ônibus na noite do último domingo (8), em Alcântara, São Gonçalo, o filho estava sem máscara, porém afirmou que a nora, presente no coletivo, contou que uma outra pessoa no ônibus chegou a oferecer uma máscara para a vítima que teria aceitado. O familiar também afirmou estar a espera de justiça e que o filho estava desarmado. O passageiro, Rafael de Assis Silva, de 31 anos, se encontra em estado de saúde estável no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê. O motorista do ônibus ainda não havia se apresentado a polícia até a manhã de hoje (10).

A discussão no coletivo que terminou com o passageiro esfaqueado teria acontecido devido a uma insistência do mesmo em não usar a máscara, objeto que ajuda na prevenção contra a disseminação do coronavírus diante da pandemia. O crime ocorreu na linha 040 (Apolo x Fazenda) da viação Tanguá. Após o fato, o motorista, mesmo ferido, deixou o local. O passageiro foi levado para ser socorrido no hospital em que atualmente se encontra no Colubandê. O caso é investigado pela 74ª DP (Alcântara).

A Polícia Civil solicitou as imagens do circuito interno do ônibus e aguarda pela apresentação do motorisdta na delegacia.Tetsemunhas do crime foram ouvidas, dentre elas um despachante.

“Nós solicitamos as imagens das câmeras do ônibus. Esperamos que o motorista se apresente para maiores esclarecimentos. Agora, caso contrário e nas imagens for comprovado que ele agiu de forma deliberada atacando e se evadindo do local será pedida a prisão dele”, informou anteriormente o delegado titular da 74ª DP, Lauro Rangel.

Através de nota, a Expresso Tanguá declarou que: “lamenta profundamente o ocorrido e repudia qualquer ato de violência. A empresa está apurando os fatos e está à disposição para colaborar tão logo seja acionada pela equipe de investigação da polícia. A empresa também está acompanhando o estado de saúde do passageiro”.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac), também se pronunciou sobre a questão.

“Desde o início da pandemia o sindicato tem avisado as autoridades públicas, inclusive as autoridades de segurança que não é papel dos rodoviários fiscalizar as medidas de distanciamento social e nem o uso de equipamentos de proteção individual, o EPI. Isso é papel da polícia, isso é papel das guardas municipais. O sindicato avisou que iria ter conflitos por conta disso porque muitos passageiros reagem com violência quando o rodoviário os chama atenção e o rodoviário é só um trabalhador que vai cumprir a sua missão. Fiscalização é papel do Estado. Fazemos mais uma vez o apelo para que a fiscalização seja feita por aqueles que a devem fazer com operações nos terminais, nas vias de maior circulação de veículos para que cenas lamentáveis como essa não se repitam”, enfatizou o presidente do sindicato, Rubem dos Santos Oliveira.

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