Partidos expulsam deputados que votaram pela soltura de Picciani

Anderson Carvalho

O voto pela soltura dos deputados estaduais Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo (todos do PMDB), em sessão realizada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) no último dia 17, vai custar caro a alguns parlamentares. Além do PSOL, que anunciou a expulsão de Paulo Ramos, o Podemos RJ abriu processo de expulsão de Chiquinho da Mangueira e Dica. O PT fluminense também determinou o afastamento de André Ceciliano e o PR regional vai expulsar dois deputados.

A decisão do Podemos foi anunciada pelo presidente regional do partido, o senador Romário Faria, em uma rede social. “A postura dos parlamentares vai em sentido contrário à proposta do partido, que defende a transparência e o combate firme à corrupção”, declarou o senador. A bancada do PT na Alerj soltou a seguinte nota: “A Bancada do PT na Alerj, por meio de seus mandatos conferidos pelo povo, tem lutado incessantemente contra a Fetranspor – na tribuna, nas praças e nas ruas.  Assinamos pedidos de CPIs, participamos de audiências, comissões especiais, debates, atos públicos, manifestações”, afirmou o documento, acrescentando que a decisão do TRF2 deve ser respeitada, sob pena de aumentar o descrédito do Poder Legislativo. A nota foi assinada pelos deputados Gilberto Palmares (líder da bancada), Waldeck Carneiro e Rosângela Zeidan. Ceciliano foi afastado por seis meses do partido e da bancada. Há processo disciplinar em curso que pode decidir pela expulsão do petista.

O presidente regionald o PR, Anthony Garotinho, anunciou a expulsão de Renato Cozzolino e Nivaldo Mulim, este de São Gonçalo. “Diante do posicionamento contrário à orientação partidária, adotado pelos deputados estaduais Renato Cozzolino e Nivaldo Mulim, que votaram pela revogação da prisão de Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, esta comissão encaminhará à Justiça Eleitoral a expulsão dos referidos parlamentares dos quadros do PR. Quanto ao deputado Bruno Dauaire, que se absteve, também contrariando a orientação da Executiva Estadual, porém não contribuindo para o placar favorável aos deputados presos, será encaminhado à Comissão de Ética para avaliar sua conduta”, disse Garotinho em nota. Procurado, Mulim não foi localizado.

Em nota, Ceciliano explicou seu voto na Alerj. “ Minha decisão foi pautada pelo projeto de resolução da CCJ, segundo o qual os crimes imputados aos deputados Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, sem qualquer juízo de valor, por não serem inafiançáveis, não poderiam ter como efeito final a prisão. Uma decisão que segue estritamente o que dita a Constituição da República, à qual estamos todos submetidos”.

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