Parque da Cidade vai ganhar câmeras especiais para mapear animais silvestres

O Parque Municipal de Niterói (Parnit) vai ganhar nas próximas semanas um circuito de armadilhas fotográficas para a elaboração de um levantamento da fauna local. O levantamento da fauna que existe no grande parque natural vai ajudar a administração ampliar as reintroduções de animais apreendidos no parque. O primeiro equipamento eletrônico já está em fase de teste e em breve mais três câmeras serão doadas, por um voluntário anônimo, para somar quatro no total. O serviço de voluntários tem crescido nos últimos anos com expressividade. Atualmente são 180 voluntários contra 100 no mesmo período do ano passado, aumento de 80%. Outra novidade confirmada pela direção da unidade de conservação é que também está em fase de conclusão a criação de um borboletário no alto do Parque da Cidade.


A ideia de instalar um circuito de armadilhas fotográficas é antiga e está mais perto de ser colocada em prática. Os locais instalados não serão divulgados para justamente para manter a preservação dos equipamentos, mas esses serão móveis e estarão em outros pontos previamente determinados pela equipe do Parnit.

“A ideia é saber quais animais moram no parque. Temos muitos relatos de animais como tucano de peito amarelo, de peito branco, urubu rei, cachorro do mato, preguiça, tamanduá mirim, ouriço, tatu, gambá, lagarto, por exemplo. Mas essa câmera vai ajudar a gente a saber que fauna que temos na nossa cidade e principalmente nos ajudar a respeitá-la. Também vamos poder ampliar o nosso protocolo de soltura de animais resgatas e apreendidos”, contou o administrador do Parnit, Alex Figueiredo.

O biólogo que ficará responsável pelo projeto junto com Figueiredo, Luís Gustavo Palmier, disse que atualmente esse levantamento é feito através das principais trilhas que os animais usam.

“Nelas identificamos pequenos rastros através das fezes e das marquinhas nas patas. Então essas imagens serão ótimas para esse estudo. Temos um voluntário que doará três câmeras para essas capturas de imagens. Isso fará parte de um estudo que ele está desenvolvendo e estamos abertos justamente para isso. Precisamos de pesquisas científicas e sem pesquisa a unidade não anda. O conhecimento, a técnica e o saber se fazem necessários através de estudos”, frisou.

Outra novidade que está para sair do papel é a criação do borboletário.

“O projeto já foi entregue e aguardamos um posicionamento do poder público. A borboleta é extremamente importante para a manutenção da ecologia do local. A borboleta é responsável pela fecundação de várias plantas. Sem borboleta não tem proliferação de árvores e plantas. Estou cobrando essa permissão”, completou o biólogo.

AÇÃO VOLUNTÁRIA

A ação voluntária no Parnit é um projeto antigo do parque em que voluntários são convocados três vezes por semana para realizarem manejo de trilha, manutenção, reflorestamento e reprodução de flores, por exemplo. São separadas mudas para plantio como bromélias, maracujá nativo, palmito juçara, ora-pro-nóbis e pau-brasil, entre outras. Essas pessoas são diretamente responsáveis pela organização e conservação do parque. Atualmente são 180 cadastrados e em cada convocação de ações chegam de dois a oito voluntários por evento.

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