Parentes de entregador morto durante ação da PM chegam ao IML

Familiares do entregador Elias de Lima Oliveira, de 24 anos, chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) de Niterói, no bairro do Barreto, por volta das 9h30min desta quinta-feira (25). Eles foram tratar dos trâmites para liberação do corpo.

Emocionados, disseram que falariam com jornalistas após tratar de toda a burocracia. O rapaz morreu na tarde de quarta-feira (24), ao ser baleado durante uma ação da Polícia Militar na comunidade do Palácio, no Ingá, Zona Sul de Niterói.

Familiares e testemunhas afirmam que o rapaz estava indo trabalhar quando foi baleado. De acordo com informações da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG), Elias não tem passagem pela polícia.

Elias foi socorrido ao Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), mas não resistiu. Durante a ação, outro homem foi baleado é um terceiro foi preso. Ainda segundo a DHNSG, estes dois últimos tem passagem pela polícia.

Elias de Lima Oliveira foi morto pela polícia durante operação no Morro do Palácio

O irmão de Elias, Leonardo Lima, explica que, segundo relatos de populares, Elias teria sido alvejado por policiais enquanto estava a caminho do trabalho. “De acordo com uma testemunha, ao ser abordado, meu irmão teria sentando no chão e não tentou fugir. Essa pessoa que estava no local, afirma ter recebido ordens dos policiais para se retirar e logo em seguida alega ter ouvido os disparos”, relata Leonardo, que emocionado afirma que seu irmão “tinha entre 23 anos, sonhava em ser DJ, trabalhava como motoboy prestando serviço para diversas pastelarias e pizzarias do Ingá, Icaraí e Santa Rosa. O meu irmão foi morto na covardia, por policias que estavam ‘a paisana’, em veículo não oficial”, conclui.

As investigações estão em andamento na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), que instaurou inquérito para apurar a morte de Elias Lima de Oliveira. A perícia foi realizada no local. Os agentes estão ouvindo testemunhas e coletam informações para esclarecer todos os fatos. Segundo informações preliminares, os baleados teriam afirmado não terem efetuados disparos e que a PM chegou ao local atirando. Investigadores relatam que essa informação é contrária ao relato dos policiais e que somente a conclusão do inquérito poderá esclarecer o fato.

Elias era conhecido na região como DJ FL. Ele deixa uma filha de um ano e quatro meses.

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