Paralisação nacional de motoboys tem ação em Niterói e São Gonçalo

Dezenas de motoboys realizam uma paralisação nacional para cobrar melhores condições de trabalho das empresas que prestam serviço de delivery. Niterói e São Gonçalo estão entre as cidades que aderiram o movimento que está reunindo trabalhadores no protesto, que além de mostrarem para a população a indignação relacionada a algumas questões trabalhistas, não estão aceitando entregas. Os motociclistas reclamam das taxas baixas para a entrega além de apontarem problemas como o sistema de bloqueio dos aplicativos que acontece sem explicação, por exemplo.

Em Niterói a concentração acontece em frente a Estação das Barcas, no Centro da cidade, e se espalha em outros pontos como Rua Gavião Peixoto, na Rua Miguel de Frias, em São Francisco e na frente do Plaza Shopping. Já em São Gonçalo o ato está sendo na Praça dos Ex-Combatentes, no bairro Patronato.

Uma das questões mais frisadas pela categoria é em relação a taxa de deslocamento que não leva em consideração o trajeto e a distância que o motoboy terá que percorrer, além do custo com combustível. “Precisamos muito dessa ação pois tem sido bem difícil ‘rodar’ em aplicativo. Eles estão achando que somos escravos e não é dessa forma. As condições de trabalho têm sido bem ruins, fora que não temos nenhum tipo de ajuda”, esbravejou o motoboy Henrique Rodrigues, 32 anos.

O também motoboy Berlinck Rocha, de 27 anos, participou da paralisação em São Gonçalo e também apontou algumas reclamações. “Chegamos a um ponto de revolta tão grande com esses aplicativos que só fazendo a greve para ver se eles nos dão ouvidos, pois realmente precisamos de ajuda. Não dá mais para ficar nessa situação! Ontem o aplicativo ‘bugou’ que quando fui entregar e cheguei na entrega o aplicativo finalizou. Era um prédio e como tinha notinha fiscal eu subi correndo chegando lá a cliente já tinha colocado que não havia recebido o pedido com menos de dois minutos. Teria que ter um código para que isso não aconteça, e só poder ser finalizado pelo chat ou pelo código informado pelo cliente”, exemplificou.

Esse tipo de ocorrido pode gerar bloqueio do trabalhador e esse também foi um dos pontos defendidos pela categoria na paralisação de ontem. “Eu já fiquei 24 horas sem poder aceitar pedido justamente por uma avaliação incorreta de um cliente. E não temos direito de nos defender e explicar o que aconteceu. Isso é muito ruim e para um pai de família, ficar um dia sem poder trabalhar é muito negativo no orçamento”, desabafou um motoboy que não quis se identificar justamente por medo de represálias por parte das empresas que presta serviço.

Em apuração…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três × 1 =