Paralisação da rede pública de ensino de Niterói

O Comando de Greve do Sepe Niterói divulgou que a rede municipal de educação de Niterói está em paralisação integral das atividades, que contemplam os dois tipos de ensino, presencial e remoto. A ação começou na segunda-feira (17) e hoje, terça-feira (18) foi dada a continuidade à greve pela vida. Os professores e profissionais da educação querem chamar atenção para o perigo da contaminação pela Covid-19, visto que em uma semana quatro profissionais da educação da cidade morreram infectados pelo coronavírus.

De acordo com o Sepe Niterói as aulas não deveriam estar acontecendo de nenhuma forma, nem remota e nem presencialmente. A luta é para que o governo feche emergencialmente todas as escolas e realizem imediatamente a vacinação dos profissionais da educação, avançando também a vacinação da população niteroiense.

“O movimento é de luto e luta. Não queremos normalizar as mortes, as perdas. Nos indignamos. Todas as vidas importam! É uma mobilização simbólica. Lutamos unicamente para que o Governo de Niterói reflita, reavalie e recue da reabertura das escolas. Queremos construir um acordo que suspenda todas as aulas e atividades presenciais, podendo ser na forma de recesso escolar, por no mínimo um mês, para neste mês fazer a vacinação de toda a categoria, controlar a pandemia e, aí sim, reabrir as escolas”, frisou Diogo Oliveira, do Comando de Greve do Sepe-Niterói.

Nesta segunda-feira (17) o prefeito Axel Grael, ressaltou que, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Niterói tem que seguir o calendário de prioridades do Plano Nacional de Imunizações. “Esses critérios nós somos obrigados a cumprir estritamente o que está no programa e as sequências das vacinações, a partir dessa semana, será seguindo o que está ali estabelecido”, frisou.

INCLUSÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

No dia 3 de maio os trabalhadores das áreas de Educação e da Segurança Pública foram retirados dos grupos prioritários para a vacinação no estado do Rio de Janeiro. A decisão foi do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a liminar da Justiça do Rio de Janeiro que incluía os dois grupos entre os prioritários. A decisão foi um pedido da Defensoria Pública do Estado, que contestou o decreto do governador Cláudio Castro (PSC) que, no fim de março, incluiu os dois grupos. A defensoria defendeu que isso poderia colocar em perigo os idosos e pessoas com comorbidades por conta da possibilidade da falta de vacinas.

A Secretaria Municipal de Educação e a Fundação Municipal de Educação informaram que não houve paralisação nas aulas presenciais ou remotas na rede municipal, e que mantém o diálogo com a categoria. A pasta destaca que o sistema híbrido foi adotado de forma cautelosa e responsável, com protocolos rígidos de segurança em relação à prevenção e ao combate ao coronavírus. Com reabertura gradual de escolas municipais da cidade com turmas reduzidas e horário de funcionamento intermediário.

Além da sanitização das escolas, a Educação de Niterói afirma que fiscaliza o uso de máscaras dos alunos e profissionais e faz testagem de temperatura de todos, o distanciamento entre mesas e cadeiras e a distribuição de álcool em gel nos espaços comuns. Os protocolos tratam também sobre o monitoramento constante das escolas, afastando pessoas com sintomas de gripe e monitorando os contatos próximos. O sistema de monitoramento inclui a testagem de todos os profissionais envolvidos com o ensino presencial de cada unidade logo no início da retomada das atividades e será repetida de acordo com os protocolos da Secretaria de Saúde.

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