Paralimpíadas de Tóquio tem início nesta terça (24)

Brasil terá 259 representantes na atual edição dos Jogos Paralímpicos

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio terão início nesta terça-feira, a partir das 8 horas (horário de Brasília), após uma espera de cinco anos, com o fim da edição que aconteceu no Rio de Janeiro em 2016. A delegação brasileira embarcou com 259 representantes, incluindo atletas sem deficiência como guias, calheiros, goleiros e timoneiros. São 163 homens e 96 mulheres que terão uma missão importante, a de manter o Brasil entre os 10 primeiros colocados no quadro de medalhas.

A quantidade total da delegação é a maior em edições realizadas fora do Brasil e, além do total de atletas, integrantes da comissão técnica, médica e administrativa também se encontram no Japão, totalizando 435 pessoas. A modalidade com o maior número de competidores será o atletismo com 65 representantes e 19 atletas-guia.

Das 22 modalidades que vão ser realizadas Jogos Paralímpicos de Tóquio. O Brasil terá representante em 20 delas. São elas: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, parabadminton, parataekwondo, remo, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, tiro esportivo e vôlei sentado. Os únicos esportes que não terão representantes brasileiros serão no basquete em cadeira de rodas e no rúgbi em cadeira de rodas.

Serão atletas de 22 estados e do Distrito Federal que vão participar das Paralimpíadas, sendo que os atletas nascidos no estado de São Paulo são maioria, com 60 representantes. Os naturais do estado do Rio de Janeiro vêm em seguida, com 25.

Representantes de São Gonçalo e Itaboraí

Os municípios de São Gonçalo e Itaboraí terão representantes nas Paralimpíadas. O primeiro município vai contar com a participação de dois atletas, Emanuel Victor de Souza de Olivera, no atletismo (arremesso de peso classe F37, que não precisa do auxílio de banco), e Wescley Conceição de Oliveira, no vôlei sentado.

Embora seja nascido em Duque de Caxias, Fábio da Silva Bordignon é radicado em São Gonçalo e também compete pelo atletismo. Ele é velocista e vai disputar os 100 e 200 metros rasos na classe T35, destinada a quem teve paralisia cerebral. Todos esses três atletas integram a Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef).

E a atleta que vai competir por Itaboraí é a nadadora Mariana Gesteira Ribeiro, da classe S9 (lesão medular na altura de S1-2, ou pólio com uma perna não funcional, ou amputação simples acima do joelho, ou amputação abaixo do cotovelo). Apesar de ser itaboraiense de nascença, atualmente ela é radicada em Vitória, capital do Espírito Santo, e compete pelo estado.

Com a experiência de quem foi atleta paralímpico e trabalhou na gerência da Andef, Anderson Lopes Santos acredita que o Brasil fará bonito nos jogos. Elogiando a atual administração do Comitê Paralímpico Brasileiro, presidido por Mizael Conrado, ele acredita que o estado do Rio pode voltar a crescer.

“Infelizmente há anos o esporte paralímpico no estado do Rio vem caindo por causa de diversas crises. Mas tenho certeza que se tiver um trabalho organizado, tendo o apoio do governo estadual e de prefeituras a gente tenha como voltar a investir e, consequentemente, crescer com esse esporte aqui na região de Niterói e São Gonçalo”, contou Santos, que disputou as Paralimpíadas de Atlanta (1996) e Sidney (2000) pelo atletismo, conquistando duas medalhas de bronze ao todo, sendo uma em cada edição, no lançamento de disco.

O ex-atleta também não disfarçou uma torcida maior para quem vai representar a entidade na competição.

Busca pela melhor colocação da história

Desde os jogos de Pequim, em 2008, quando o Brasil ficou em 8º lugar no quadro de medalhas, o país é considerado uma das principais potências mundiais. Em Londres-2012, a delegação brasileira conseguiu 7º lugar e no Rio, em 2016, terminou na 8ª colocação. A expectativa é de continuar no top-10 em Tóquio

O Comitê Paralímpico Brasileiro estabeleceu também outras metas, como a participação feminina entre os atletas: 38%. Em Tóquio, a delegação terá 95 atletas mulheres com deficiência, o que representa 40% da equipe nacional. Ou seja, neste quesito, o objetivo foi até superado.

Os Jogos de Tóquio ainda reservam a possibilidade da conquista da centésima medalha dourada paralímpica brasileira. Contando todas as edições, o país já subiu 87 vezes no lugar mais alto do pódio.

Estreia com natação e goalball

A natação, segunda modalidade com o maior número de representantes, estreia já nesta quarta (24) com o medalhista Daniel Dias (classe S5), Carol Santiago (S12) e Phelipe Rodrigues (S10) mergulhando no Centro Aquático do Tóquio. Também no mesmo dia, a Seleção masculina de goalball enfrenta a Lituânia, a partir das 21 horas (horário de Brasília), pela primeira fase do Grupo A, enquanto a feminina encara os EUA, às 5h30, pelo Grupo D. Todos os horários são de Brasília.

A Seleção masculina é a atual bicampeã mundial da modalidade e ainda enfrentará na fase inicial da competição os Estados Unidos, prata na última edição dos Jogos, o anfitrião Japão, além da campeã africana, a Argélia.

No feminino, o Brasil busca sua primeira medalha paralímpica. Além dos EUA, bronze nos Jogos Rio 2016, a Seleção vai ter pela frente a Turquia, ouro nos Jogos Rio 2016 e vice-campeã mundial, o Japão e o Egito, que foi convidado para o lugar da Argélia, após as campeãs africanas renunciarem à vaga.

Foto: Ale Cabral/CPB

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