Paralimpíada: conheça mais sobre o atletismo na Tóquio 2020

O Brasil chega a Tóquio para a disputa da Paralimpíada com uma meta ousada, permanecer no top 10 do quadro de medalhas do megaevento esportivo. Após a oitava posição alcançada em 2016 no Rio de Janeiro (com 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes) o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) quer mais, e uma modalidade que pode contribuir demais nesse desafio é o atletismo.

Isto pode ser dito porque o atletismo é a modalidade que conta com o maior número de representantes do país, 65 nas provas de pista e campo e mais 19 atletas-guias. Além disso, é nele que o Brasil faturou o maior número de medalhas em edições de Jogos Paralímpicos, o total de 142 (40 ouros, 61 pratas e 41 bronzes).

Outro motivo para encher a torcida brasileira de esperança foi a campanha dos atletas brasileiros no último mundial da modalidade, em 2019 em Dubai (Emirados Árabes Unidos). O Brasil ficou no segundo lugar no quadro-geral de medalhas, a melhor campanha da história do país na competição, com 39 conquistas (14 ouros, nove pratas e 16 bronzes).

Nos Jogos Paralímpicos, o atletismo tem provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos. Elas são disputadas por atletas com deficiência física, visual ou intelectual.

Para os atletas com deficiência visual, as regras de utilização de atletas-guia e de apoio variam de acordo com a classe. Eles são obrigatórios para atletas da classe T11 (cego), opcional para a classe T12 (baixa visão) e não permitido para os competidores da classe T13.

Atletas que participam das provas de pista (velocidade, meio fundo, fundo e saltos) e de rua (maratona) são classificados com a letra T (de track). Classes T11 a T13 são para deficiências visuais, T20 para deficiências intelectuais, T31 a T38 para paralisados cerebrais (sendo 31 a 34 para cadeirantes e 35 a 38 para andantes), T40 e T41 para baixa estatura, T42 a T44 para deficiência nos membros inferiores sem a utilização de prótese, T45 a T47 para deficiência nos membros superiores, T51 a T54 para os que competem em cadeiras de rodas, T61 a T64 para amputados de membros inferiores com prótese e RR1 a RR3 para deficiência grave de coordenação motora.

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