Para comandante do 12º Batalhão, ocupação do Viradouro foi um marco

Augusto Aguiar

Como o quinquagésimo comandante do 12º BPM (Niterói) – unidade que completou 58 anos de fundação há uma semana – o coronel Sylvio Guerra afirmou para A Tribuna que a ocupação do Complexo do Viradouro, em Santa Rosa, na Zona Sul da cidade, foi um marco.

“A tomada da Viradouro foi um marco na história do 12º Batalhão. Um local que era totalmente dominado pelo tráfico, e hoje temos um local que é dominado pelo batalhão, pelo Estado”, disse.

O conjunto de comunidades foi ocupado pela polícia no mês de agosto, enquanto a administração municipal também realizava obras de melhorias na região.

“Os números positivos que estamos obtendo em Niterói têm em grande parcela relação com o momento que dominamos a área. Isso é muito positivo. Tenho recebido elogios da comunidade. Pessoas do bem estão muito felizes. Tudo está funcionando melhor”. Satisfeito em integrar o importante processo de redução dos índices de criminalidade na cidade, e lembrando que seu pai – o também coronel PM Sylvio Carlos Guerra, esteve à frente do batalhão nos anos de 1991 e 1993.

“Para mim é muito gratificante estar comandando a mesma unidade que meu pai”, afirmou.

Guerra explica que o batalhão conta atualmente com 850 policiais, que estendem o patrulhamento além Niterói, também para o município de Maricá.

“Quando concedi uma entrevista para A Tribuna, em janeiro, estava completando um ano à frente do batalhão. E na ocasião já havia afirmado que estávamos conseguindo êxito com relação a uma expressiva redução nos números da violência conquistado ao longo de 2019. Era um desafio muito grande para nós. Na verdade conseguimos diminuir bastante a mancha criminal em 2019, e de acordo com o Sistema Integrado de Metas (SIM), o Estado tem uma tabela na qual eles fazem um cálculo, e através disso estabelecem uma meta mensal para nós cumprirmos. Reduzimos no ano passado e seguimos reduzindo esse ano”.

O trabalho que está sendo realizado, de acordo com o coronel, obedece à particularidade de cada região da cidade, contando com uma rede de informações e planejamento diário.

“A gente trabalha diferente em cada região. O policiamento de Icaraí e Santa Rosa (Zona Sul) é diferente do Fonseca (Zona Norte), que é diferente da Região Oceânica, que é diferente de São Francisco, que é diferente de Maricá. É uma complexidade muito grande, que você só consegue realizar o trabalho com conhecimento maior do local, do batalhão, e da população”, conclui.

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