Papelarias lotadas para compras da lista de material escolar

Raquel Morais –

No primeiro dia útil de 2020 os niteroienses lotaram as papelarias da cidade. Já começou a corrida desenfreada por descontos para a tão temida lista de material escolar das crianças. Compras coletivas, aproveitamento de itens dos anos anteriores e muita pechincha estão entre as estratégias usadas por pais e mães na hora das compras. O parcelamento ainda está sendo a opção mais utilizada para o pagamento da lista de material, mas os descontos variam de 3% até 10% dependendo do tipo de compra. A previsão da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL-Niterói) estimou aumento de 10% nas comercializações no comparativo com o ano passado.

A enfermeira Pamela Pineda, 34 anos, esteve ontem de manhã em uma papelaria no Centro de Niterói para comprar alguns itens da lista de material escolar da filha que vai começar o 3º ano. Ela informou ainda que em dezembro fez pesquisa de preço em vários estabelecimentos e também na internet. Comprando os itens em lugares diferentes a economia chegou aos R$ 200.

“No meu caso essa forma é mais trabalhosa mas é mais econômica. Também consegui aproveitar algumas coisas do ano passado como estojo, borracha e outros itens. Isso também reflete em um gasto a menos”, contou.

O vendedor Luís Monteiro está ‘expert’ na hora de ajudar os pais na hora das compras.

“As pessoas acham mais prático deixar a lista com a gente e passar depois somente para pagar”, explicou. Mas a facilidade na hora do pagamento também pode ser mais um estímulo para fechar a venda. Por exemplo, compras coletivas (com no mínimo cinco clientes) o gerente da papelaria consegue dar um desconto de 10% no pagamento a vista da lista completa e 8% também no pagamento a vista da lista incompleta. Também tem desconto de 7% para quem pagar no débito e de 4% para quem parcelar em até 6 vezes.

E as facilidades não param por aí, em outra papelaria, também no Centro, o parcelamento no cartão de crédito pode ser feito até 12 vezes sem juros. A empresa também ofereceu encapamento gratuito e etiquetagem do material de graça para quem fechou a compra até 31 de dezembro.

“As pessoas fizeram muita pesquisa de preço e agora, a partir de janeiro, os clientes fecham as vendas. É um momento muito bom para a economia e movimenta muito o comércio de maneira geral”, contou a gerente Ana Paula Andrade, que disse ainda que a empresa aumentou em 50% o quadro de funcionários temporários nesse período. “Eu sou exemplo de funcionária temporária que foi efetivada. Hoje sou gerente da loja então é um momento muito bom”, completou.

PREÇOS

E na hora das compras a atenção aos detalhes pode fazer toda a diferença nos preços. Produtos de marcas diferentes podem ter preços que triplicam o valor. Por exemplo, o lápis comum varia entre R$ 0,30 e R$ 1,20 somente dependendo da marca. O mesmo acontece com borracha, que varia de R$ 0,30 e R$ 2,20, caderno espiral de uma matéria que custa R$ 7,50 e de dez matérias R$ 12,90. Outro item que apresenta diferença grande nos preços é a tesoura sem ponta, que custa de R$ 2,95 até R$ 9,90, cola branca de 40 gramas custa entre R$ 1 e R$ 2,90, caneta esferográfica entre R$ 1 e R$ 1,90 e lápis de cor entre R$ 3,95 e R$ 19,90.

ITENS PROIBIDOS

O Procon Estadual do Rio de Janeiro divulgou em nota que definiu uma lista de material escolar em reunião com representantes do Ministério Público do RJ, Sindicato das Escolas Particulares do Rio de Janeiro (Sinepe-Rj) e também de Niterói. Ainda segundo o informativo, o encontro foi para aprovar uma lista exemplificativa do que pode e não pode ser pedido de material escolar para estudantes a partir de dois anos de idade, com itens descritos de forma clara e precisa. A relação de materiais deve ser divulgada para os pais e responsáveis acompanhada do plano de utilização desse material, para que possam avaliar se, entre o que for solicitado, há ou não produtos que possam ser considerados de uso coletivo – o que é proibido.

Não podem ser pedidos nessas listas: álcool hidrogenado, algodão, bolas de sopro, canetas para lousa, carimbo, copos descartáveis, elastex, esponja para pratos, fita/cartucho/tonner para impressora, fitas adesivas, fitas decorativas, fitas dupla face, fitilhos, flanela, giz branco ou colorido, grampeador, grampos para grampeador, guardanapos, isopor, lenços descartáveis, livro de plástico para banho, maquiagem, marcador para retroprojetor, material de escritório, material de limpeza, medicamentos, palito de dente, palito para churrasco, papel higiênico, pasta suspensa, piloto para quadro branco, pinceis para quadro, pincel atômico, plástico para classificador, pratos descartáveis, pregador de roupas, produtos para construção civil (tinta, pincel, argamassa, cimento, dentre outros), sacos de plástico, talheres descartáveis e cola para isopor.

ITENS COM RESTRIÇÕES

O Procon RJ também divulgou uma lista de exemplos de produtos que podem ser pedidos, com restrições, para crianças a partir de dois anos. Os itens são: colas em geral (no máximo 1 unidades branca e colorida de até 1l, a partir do maternal), envelopes (no máximo 10 unidades na educação pré-escolar), lã (no máximo 1 rolo pequeno), papel ofício ou A4 – 1 resma (500 folhas), argila / massinha (até 1 kg a partir do maternal), bastão de cola quente (até 1 saco com 50 unidades), cordão / barbante (1 rolo pequeno), pendrive/cd/dvd (1 unidade para retornar aos pais), emborrachados E.V.A. (8 folhas – 2 folhas de cada cor), TNT (tecido não tecido) (até 1 m), palito de picolé (saco com até 50 unidades), Papel ofício colorido ou 1 caixa de color set, trincha 12 mm (2 unidades). Segundo nota do Procon RJ materiais como fantoche, fantasias, livros, jogos didáticos, DVDs ou outras mídias, podem ser solicitados, mas deverão ser entregues aos alunos ao final do ano letivo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dez − quatro =