Palestra aponta que policial do RJ tem 725 vezes mais de chance de ser ferido do que soldado americano

O evento World Combat Conference (W2C) que aconteceu na tarde de ontem (4), falou sobre as operações em áreas conflagradas do Rio de Janeiro. E teve como um dos palestrantes o delegado Fabrício Oliveira, atual líder da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele apresentou estatísticas para mostrar o risco enfrentado pelos profissionais da segurança pública no combate à criminalidade no estado fluminense.

Segundo Oliveira, um estudo realizado pelo coronel Fábio Cajueiro, da PMERJ, aponta que as chances de um policial ser ferido em ação no Estado são 725 vezes maiores do que a de um soldado americano em combate na Guerra do Golfo.

O Estado do Rio de Janeiro possui, de acordo com os dados apresentados por Oliveira, 1.413 favelas. Das áreas com atuação do crime organizado, cerca de 80% são controladas pelo tráfico de drogas e outros 20% pela milícia. Diante desse contexto, com uma “metástase” da criminalidade, a atuação das forças de segurança fica cada dia mais difícil. O delegado afirma ser necessário inverter a balança do custo-benefício para os bandidos.

“Hoje o criminoso acredita que entrar em confronto com a polícia traz mais benefícios do que prejuízos. Precisamos inverter essa lógica. É um trabalho extremamente complicado, mas não vamos desistir”, afirma Oliveira. 

Apenas em 2019, foram apreendidos no Rio de Janeiro 550 fuzis, mais de 8 mil armas de fogo e 3,6 mil explosivos.

Sobre o evento

O W2C reúne mais de 600 instrutores policiais e de armamento e tiro, que participarão de uma maratona com 42 clínicas práticas e sete palestras de referências internacional até 7 de setembro. O evento é técnico e destinado a profissionais da segurança pública, agentes da segurança privada com certificação profissional válida, membros do Ministério Público e do Judiciário, militares das Forças Armadas e atiradores esportivos com CR válido.

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