Pais de Erik Rebello se orgulham do jogador, mas cobram estudo

Enquanto o jovem Erik Rebello, de 16 anos, caminha para ser uma das maiores promessas do futebol, atuando no time sub-17 do Coritiba, seus maiores incentivadores permanecem em Niterói, lidando com a distância, mas sempre enviando energias positivas. Todavia, os pais de Erik, Fabiana Rebello, de 31 anos, e Jorge Júlio de Castro, de 34, têm consciência da importância dos estudos na vida do rapaz, que mantém vivo o sonho de cursar a faculdade de Direito.

Fabiana, que também tem outros dois filhos, Breno e Yasmin, relembra que Erik só entrou no futebol para acompanhar o irmão, que também chegou a tentar carreira, mas hoje se dedica somente aos estudos. Ela sabe dos obstáculos que o universo do futebol coloca no caminho, mas sabe que todos os ensinamentos que seu filho recebe, fazem tudo valer a pena.

“Eu tenho o Erik, o Breno e a Yasmin. Eles são minha vida, sempre tratei todos iguais. Breno começou com o futebol e o Erik, que sempre foi muito agarrado com ele, foi atrás. Esse mundo do futebol é meio cruel, mas é muito bom, te ensina muitas coisas boas. Fico orgulhosa demais porque ele faz tudo com tanta seriedade, não passa por cima de ninguém, segue tudo a risca”, disse.

Segundo o pai, a presença dos pais era constante na vida do menino, com presença em todos os treinos e jogos, até ele se mudar, em 2019, para Curitiba, quando assinou com o Coxa. José Julio conta que foi necessária uma adaptação na celebração de datas comemorativas, como aniversários e Dia das Mães, para que as visitas de Erik a Niterói se adequem ao calendário de jogos e treinos.

“A gente sempre acompanha, tanto eu quanto a mãe. A gente levava em todos os treinos, jogos, em todas as atividades a gente estava sempre junto. Ele nunca participou de nada sozinho até ir para o Coxa, pois a gente não tem como morar lá. Na verdade, eu preservo muito a questão do bem estar. Ser jogador é legal, mas a pessoa tem que estar feliz. Embora ele tenha 16 anos, não é uma criança. Ele foi para lá com 14. Aniversário, esquece. Dele, da mãe, dos irmãos… temos que reformular as datas todas por causa disso. Comemorar antes dele ir embora. Nessa semana, ele vem na sexta e vai embora no domingo, para o Dia das Mães, mas isso é raro”, contou.

Ainda assim a distância machuca, relata Fabiana. O que conforta o coração da mãe é que a estadia em Curitiba é apenas para o bem do rapaz. Além da rotina de treinos e jogos pelo sub-17 do Coritiba, Erik cursa o segundo ano do ensino médio em um colégio particular da cidade. A mãe ainda conta que, mesmo tendo de se adaptar a outra região, as notas do filho permanecem altas.

“A distância dói, tem dias que eu choro, mas depois eu penso que é o melhor para ele. Todos os meninos alojados estudam na mesma escola, em Curitiba. Ele está no segundo ano, nunca repetiu, sempre foi muito bom aluno. Ele sempre estudou em colégio público. Lá é um pouco mais ‘pegado’, mas ele conseguiu conciliar muito bem. Treina de manhã e à tarde e estuda online à noite”, orgulhou-se.

Por fim, Fabiana faz um alerta para que Erik jamais abandone os estudos e mantenha vivo o sonho de cursar Direito. Embora ele tenha uma carreira promissora, ma mãe sabe que, no futebol, as coisas são incertas e podem mudar de uma hora para outra. Por isso, em caso de acontecer quaisquer adversidades, há a necessidade de haver um “plano B”.

“A gente sabe que não é algo certo, por isso tem que estudar. Fazendo uma escola, uma faculdade, para ter uma segunda opção. Ele sempre falou que seus sonhos são o futebol e a faculdade de Direito. Desde o começo ele fala para mim que vai fazer Direito. Meu orgulho é ainda maior pela pessoa que ele é. Meu orgulho é saber que ele está no caminho certo, sem trapacear, sem ser mau caráter”, concluiu.

Álbum de figurinhas

Um dos momentos de maior orgulho para os pais de Erik foi quando ele virou “figurinha” do Mundialito Sub-11, que disputou, ao lado do irmão, em Barcelona, na Espanha, quando jogava pelo Esporte Clube Brasil. “Esse álbum eles fizeram quando foi para o Mundialito, na Espanha, contra Inter de Milão e vários times. Eles caíram nas oitavas. A gente fica até meio abismado, costuma ir à banca, comprar figurinhas de jogadores famosos e de repente ver que um deles é seu filho. Até a ficha cair, é uma coisa muito gratificante”, disse Júlio.

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