Painel: Venda de veículos novos cai 17% em outubro, informa Fenabrave

A venda de veículos automotores novos caiu 17,07% em outubro em comparação ao mesmo mês do ano passado. No mês passado, foram licenciadas 276.033 unidades no mês, ante 332.852 vendidas em outubro de 2020. O resultado, divulgado ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), leva em conta todos os segmentos automotivos, exceto tratores e máquinas agrícolas.

Já no acumulado do ano, de janeiro a outubro de 2021, as vendas tiveram aumento de 16,15% sobre o mesmo período do ano passado. Foram 2.863.349 unidades licenciadas, contra 2.465.260 vendidas em igual período de 2020.

Na comparação mês a mês, as vendas em outubro de 2021 tiveram leve queda, de 1,78%, em relação às de setembro.

“A demanda se mantém alta por parte do consumidor, mas há segmentos em que a espera por um veículo pode levar meses, em função dos baixos estoques das concessionárias, que não estão conseguindo ter todos os pedidos atendidos pelas fábricas, devido à falta de insumos e componentes. Esperamos pela normalização da produção, mas acreditamos que isso só ocorra em meados de 2022”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Números otimistas indicam mais liberdade antes mesmo do verão

A Covid chegou ao Brasil no final do verão de 2020 e apresentou declínio no início do verão imediato (dezembro). Nesta avant-première da temporada 2021/2022, a expectativa é de que a continuidade da vacinação e as medidas preventivas garantam as condições para voltarmos à era da curtição de serras e praias, além da alegria do Carnaval. O otimismo está renascendo para fazer despontar no horizonte de 2022 um ano novo de celebração pela vida.

Sem a grandeza territorial e populacional de São Paulo, Minas Gerais e Bahia, o Estado do Rio amargou a condição de iniciar o ciclo de óbitos há 20 meses passados e a lamentar a constância no terceiro lugar em grandeza de registros de mortes.

Das 609 mil tragédias humanas deste período, 68.391 ocorreram nos nossos 92 municípios. No gigante São Paulo ocorreram 153 mil. Em síntese: os dois estados vizinhos acumularam mais de um terço do luto que alcançou 27 unidades da Federação.

O quadro não foi mais tétrico ante o excepcional desempenho dos nossos cientistas, administradores e equipes do Instituto Butantan (São Paulo) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) criados no início do século passado.

Neste cenário temos de evocar a figura de Vital Brazil, mineiro de Campanha, criador dos institutos Vital Brazil, em Niterói, e do Butantan, em São Paulo. Nossa situação teria sido melhor se o governo não tivesse cortado, em 2019, as verbas para pesquisas, especialmente às destinadas às universidades. A Universidade de Rio Preto (SP) conseguiu avanços na busca da vacina brasileira e a Fiocruz passou a produzir o indispensável IFA, que tanto fez falta no “pico da pandemia” (abril de 2021).

O clima para o turismo

Estado de vocação turística e, em contrapartida, sofrido com o gigantismo da concentração humana de má qualidade na Região Metropolitana, o Estado do Rio da preservação aparente das suas cidades turísticas e do seu interior rural.

Uma análise da ocorrência da pandemia indica um relevante resguardo das cidades fluminenses mais movimentadas por visitantes e com elevados números de habitantes.

Excluídos o Rio de Janeiro, São Gonçalo e Niterói, os nossos chamados centros turísticos estão distantes no ranking das cidades brasileiras mais afetadas.

Caminho da Serra

O maior peso está em Petrópolis (53º lugar) com 1.521 vidas perdidas contra, por exemplo, 2.117 da metropolitana Nova Iguaçu. Bem mais distante encontramos no 98º lugar, Teresópolis com 920 óbitos e no 103º, Nova Friburgo (870). Itatiaia, Resende , Rio das Flores e Santa Maria Madalena se situam com baixos números negativos. Mais protegida está a pequena Varre Sai, terra do vinho e de Baden Powel, no distante 3.983 lugar com apenas10 vidas perdida nos vinte meses da pandemia.

Rota das praias

Sempre preocupantes pela maciça procura nos “feriadões” e nem sempre resguardada por barreiras sanitárias, cidades praianas da relevância daquelas da Região dos Lagos, da Costa Verde ou da Costa do Sol não foram expressivamente abaladas.

Dos 5.570 municípios brasileiros, Arraial do Cabo foi superada na lista dos lamentos. Com apenas 46 óbitos está na 1.576ª posição dos mais afetados, tendo perdido menos de 50 vidas e constatado menos de mil casos de infecções.

Outros dados: Cabo Frio (882 óbitos), Maricá (674), Rio da Ostras (517), Araruama (487) São Pedro da Aldeia (334), Saquarema (321), Iguaba Grande (143) e Armação de Búzios (77).

Diferente é a situação dos grandes conglomerados, como Duque de Caxias e São João do Meriti, respectivamente com 1.780 e 1.356 óbitos.

Desconcentração é o caminho

O Brasil precisa ser repensado, corrigindo anomalias de municípios da grandeza de estados, mas com baixa população e com municípios de apenas 19 km² mas com concentração desumana como os seus quase 200 mil moradores.

Uma nova demografia já era pensada por D. Pedro II preenchendo os espaços vazios do antigo Grão Pará ou na metade do século passado com a ocupação dos distritos de Papucaia e Japuiba por colonos japoneses para desenvolver a agricultura.

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