Painel: Tanguá-Jaconé pode ajudar o progresso e a desconcentração

Não é apenas a importância de uma opção rodoviária para o Porto de Jaconé, um alívio para os congestionamentos, opção diante da precaridade da RJ-106 ou o peso do pedágio e das retenções na Via Lagos.

A criação de condições para uso da ligação viária entre o município de Tanguá e o distrito saquaremense de Sampaio Correia é uma necessidade social, diante da realidade futura já  desenhada pela pandemia. A desconcentração urbana exige condições para a ocupação dos espaços ociosos dos pequenos municípios.

Sampaio Correia tem um distrito industrial, loteamentos urbanos não ocupados e espaços para moradias e atividades rurais. Lá, existem haras, hotéis, fazendas, sítios, atividades esportivas (Off-Road, Asa Delta etc) e dá acesso ao Estádio do Boavista.

Um pequeno trecho está asfaltado junto à RJ-106, num ponto de fácil acesso, em bifurcação, para Boa Esperança (Rio Bonito). Seria um desafogo para a Via Lagos e grande economia no tempo de viagem de acesso à orla de Saquarema, Praia Seca (Araruama) e Ponta Negra (Maricá.) O trecho entre Sampaio Correia e Jaconé já está asfaltado, como opção à subida da Serra do Mato Grosso.

 Certamente tão pequena e importante obra não custaria uns R$ 4 milhões

Todos estes municípios, mesmo com as praias, não tem o adensamento populacional da região em torno de Cabo Frio. Tem baixos índices de infecção e de óbitos pela Covid-19.

Os Picanços

Veio à luz a carta escrita pelo médico Sylvio de Lemos Picanço, na prisão da Fortaleza de Santa Cruz, onde foi forçado a renunciar ao cargo de prefeito de Niterói, para o qual foi eleito pelo voto popular, tendo sido empossado em 31 de janeiro de 1963.

O médico mantinha uma clínica popular na rua Barão do Amazonas, quase esquina da rua Marechal Deodoro. Não era ideólogo, mas antes da deposição foi aposentado compulsoriamente, perdendo o cargo de médico do antigo IAPB.

Era de uma família ilustre oriunda de Macaé, como o Presidente Washington Luís, e era irmão de  Macário Picanço, consagrado como um dos mais ilustres advogados do Estado do Rio, militante da ex-UDN, partido que representou na Assembleia Legislativa, morando na rua Tiradentes, próximo da casa do deputado Alberto Francisco Torres.

Veio o golpe militar e, em 10 de maio, assumiu o governo o General Paulo Torres. A coação ao “bom doutor” continuou, culminando com a sua deposição e substituição pelo vice, Emílio Abunahman, da UDN, que ficou sete anos no cargo, até 31 de janeiro de 1971.

A carta de “renúncia” agora foi divulgada pelo mestre em políticas públicas, o engenheiro João Picanço, seu neto, no texto de artigo publicado pela “A Tribuna”, conclamando o povo a não permitir a volta de tão “democrático” regime e a compreender, pela história a situação atual.

Tamanho da morte

Para esta moçada que está defendendo o lucro nosso de cada dia, e buscando escudar-se nos seus empregados, a estatística de mortes por Covid-19 não é levada em conta.

Estas pessoas precisam – como disse Boris Johnson – que o vírus se combate é evitando a transmissão em conglomerações, e não apenas com as vacinas lentas em sua chegada aos precavidos.

Os mais de 41 mil mortos do Estado do Rio constituem o total dos habitantes do município de  Paraíba do Sul. É igual, também à população total de São Francisco do Itabapoana, ambas situadas no 41º lugar na lista dos 92 municípios fluminenses.

Vidas valiosas

É preciso dar valor à vida e viver ao lado de pessoas queridas.

Um infectado – responsável ou não – pode infectar até quatro pessoas e gerar um efeito multiplicador capaz de levar à luta, por uma vaga de CTI, o próprio defensor da abertura plena. E este está sujeito a transmitir a doença àqueles com os quais vai encontrar. Em casa ou na rua.

Não é inteligente ser diferente dos povos de países mais avançados. Eles estão sofrendo com o isolamento mas defendendo a própria vida.

Diferente, neste caso, é ser suicida e genocida.

Nos cemitérios não há movimento em contas bancárias. Sejam no “vermelho” ou nos saldos positivos.

Crises financeiras são dolorosas, mas não existe a ressurreição no plano terreno.

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