PAINEL: SENADOR PRECISA TER VISÃO AMPLA DO BRASIL

No exame da listagem das 27 vagas de Senadores a serem disputadas em outubro, figuram 17 atuais ocupantes já decididos a correrem atrás de mais um mandato de oito anos. Alguns estarão fora por desejarem disputar outros mandatos, como o de Presidente da República (Simone Tebet, do MDB do Mato Grosso do Sul), a governadores, e outros, enfraquecidos, se contentarão caso consigam uma cadeira de deputado federal.
Entre os oito já decididos a não participar da disputa, está a viúva do senador Veneziano, cujo filho, também senador, pretende concorrer ao governo da Paraíba. Já o senador Carlos Portinho, substituto de Arolde Oliveira, ainda terá assegurados quatro anos a cumprir do mandato do titular falecido, que era líder evangélico e de variados meios de Comunicação Social. Romário encerra o atual mandato, e o terceiro fluminense integrante da Câmara Alta, Flávio Bolsonaro, ainda tem direito a quatro anos de mandato.

Dever de escolha
Entre os 81 senadores, poucos tiveram uma atuação nacional ou mesmo nenhum desempenho para tal elevada função.
Há uma “arrumação política” muito grande para os partidos indicarem os nomes dos senadores e dos seus dois suplentes, prevalecendo o “caciquismo” e a falta de análise popular dos méritos dos indicados.
Na atual legislatura chegamos à situação da viúva chegar ao honroso mandato onde já existia uma filha na mesma função, indicado por Estado vizinho.
É delicada a situação dos suplentes – muitos chegam aos mandatos, por falecimentos dos ocupantes, mas não estão à altura de sucedê-los.
É grande o número de suplentes escolhidos para facilitar uniões eleitorais ou homenagear grandes colaboradores da campanha. São nomes não selecionados pelos partidos e nem analisados pelos eleitores.
Não há um critério de mérito, não sendo, por exemplo que o provável ocupante de tão elevado mandato tenha tido qualquer experiência legislativa, ainda que em níveis inferiores ou em assessorias parlamentares.

Câmara Alta exige maior responsabilidade

Foto: Marcos Oliveira – Agência Senado

A legislação precisa mudar e os partidos precisam assumir maior responsabilidade diante da importância da Câmara Alta.
Os candidatos a Presidente e a Governadores precisam alertar os seus apoiadores sobre a composição das chapas para o Senado e a escolha de gente gabaritada para suplentes. Estes, também, terão oito anos de mandatos.
Os eleitores precisam conhecer as chapas completas e não se balizarem apenas pelas pesquisas que só destacam os cargos executivos.
Afinal, um senador não é um vereador ou um deputado voltado para questões de currais eleitorais regionais. Precisam ter uma visão do país, de política externa, economia, equilíbrio social e muito mais.
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Eleição na UFF

Não será em abril como se acreditava a eleição para os cargos de Reitor e conselheiros da UFF.
Passada a fase de matrículas ou cancelamentos, outras medidas deverão ser cumpridas através de novo calendário, considerando-se que as aulas só serão retomadas no final de março.
É de apostar que o processo eleitoral será deslanchado no segundo semestre e a definição da lista trimestre a ser enviada a abril aconteça em outubro.

Abrigo em crise

É muito dramática a situação do Abrigo Cristo Redentor, em São Gonçalo.
Os seus empregados, com salários não pagos há três meses se apiedam dos internos e pedem à comunidade para fornece alimentos – especialmente legumes e frutas, bem como medicamentos.
A Prefeitura não renovou o convênio porque a instituição não tem como apresentar certidões negativas de débitos, especialmente nas várias áreas governamentais.
De nada adiantam as campanhas pela proteção de idosos, aos deficientes, aos incapazes ou em prol dos direitos humanos.

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