Painel – Sai a terceira via com a união do Centrão: todos contra Lula

A postura do pessedista paulista Gilberto Kassab em entrar na articulação sucessória, dizendo claramente a Lula que não o apoiará, pois o PSD sonha em lançar candidato próprio à Presidência foi orquestrada com o ritmo da convenção do PSL-DEM para uni-los com o nome de União Brasil, com igual propósito. Kassab citou a possibilidade da escolha do senador Rodrigo Pacheco ante a possibilidade do presidente do Senado deixar o DEM, partido que se aliou ao PSL para ser batizado com o nome de “União Brasil”.
Já o Presidente do DEM, ACM Neto (foto), também defendeu uma candidatura própria, aventando entre os nomes partidários aptos à indicação os do ex-Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, do apresentador de TV, José Luís Datena, e do senador, Rodrigo Pacheco. Este último, expressou que o PSD está no seu coração, mas nada está definido quanto à sua saída do DEM.
Estão aí duas vertentes para afogar alguns nomes menores e aumentar o caudal de um mesmo rio, atualmente seco, para fazer encalhar nas margens arenosas os dois que saíram na frente sem esperar pela estação chuvosa e agora sujeitos a serem atingidos por uma “cabeça d´água”.
Existem ainda barcos menores querendo seguir rio à dentro, mesmo com fraca orientação e escassez de tripulantes, como o PTB, PRB, PP ou aquele monte declarado bolsonarista, como o PTC, Avante, Patriotas e outros.

Labirinto político já afasta atletas de pouco fôlego

Os caminhos da política integram um tabuleiro como o jogo do labirinto: todos sabem a porta de entrada, mas se envolvem na busca do traçado complicado para se chegar à porta de chegada e, assim, ostentar o troféu da vitória.
A partida foi dada para mais de uma dúzia de participantes, sabendo-se que muitos desistirão ao serem desencaminhados antes da chegada ao meio do complicado quadro. Há até a possibilidade da chegada de um azarão.
Na primeira partida já estão ficando fora da porta de entrada alguns nomes.
No nosso caso político há partidos com três ou mais nomes querendo acesso à entrada na disputa. A fusão do DEM com o PSL pode ampliar a exclusão. Possível acordo do “União pelo Brasil” com o PSD, poderá ser outro rolo compressor bloqueando a entrada de outros atletas.
Apostadores já diminuíram nomes da lista dos possíveis participantes. Tudo indica a exclusão da lista de participantes, nomes como Mandetta, Datena, Romeu Zema e Sérgio Moro (foto).
Há, porém, um atleta recebendo balão de oxigênio, dicas de desempenho e sendo informado de possível acidente de percurso para dois nomes muito badalados.

Ser ou não ser

Querendo encarnar a figura de Tancredo Neves, que foi Presidente sem ter sido empossado, e já usando a capa de conciliador, o senador por Minas Gerais (nasceu em Porto Velho, RO), Rodrigo Pacheco está buscando formar uma imagem nacional, estimulado pela credibilidade adquirida junto a importantes partidos após sua eleição para presidir o Senado.
Sua primeira estratégia foi tirar o uniforme de bolsonarista, dispensando as honrarias recebidas para derrotar o então emergente Rodrigo Maia, que tanto desagradou o Planalto, mesmo tendo se recusado a acatar qualquer dos mais de 100 pedidos de abertura de processo de ‘impeachment’ contra o capitão-Presidente.

Os invictos diante da Covid

Estamos perto do 17 mês do registro do primeiro registro de óbito causado pelo vírus da Covid no Brasil, mas 27 dos 5.570 municípios brasileiros sustentam a glória da invencibilidade, não havendo registro oficial de nenhuma vida perdida em seus territórios.
A vitória é comemorada em 10 dos 17 Estados brasileiros, mas a honra maior cabe a Minas Gerais onde a “foice do vírus” não alcançou a 12 municípios. A vice-liderança cabe a quatro de Tocantins, enquanto Maranhão, Goiás e Santa Catarina só perderam duas vidas, cada.
A lista dos invictos se completa sem o lamento de morte em um município de cada um dos seguintes estados: Piaui, Paraíba, Rio Grande do Norte, Paraná e Rio Grande do Sul.
A listagem de apenas um óbito em todo o período, envolve maior número de municípios.

Protegido de São Lucas

O nome Wladimir é difundido pela grandeza de um histórico ateu sócio soviético, mas o xará niteroiense veio ao mundo no dia consagrado à reverência do médico Lucas, um dos principais apóstolos de Cristo. Wladimir Amóra é de uma irmandade, como pai, que se dedicou a empresas de equipamento médicos, teve a cautela de receber a primeira dose da vacina, mas não escapou da lista do difícil e sofrido tratamento da doença.
Recuperado, há uma semana, é muito festejado e agora terá mais sentimento de gratidão para comemorar o seu renascimento no Dia do Médico, Dia de São Lucas.

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