Painel: RODRIGO NÃO QUER SER O DEPUTADO MAIS VOTADO

Com chances de sair das urnas de 2022 como o deputado federal mais votado, ao lado do seu parceiro Alessandro Mollon (PSB), o ex-prefeito de Niterói, já definiu não buscar esta liderança nacional, pois anunciou apoio a quatro nomes para esta disputa: Waldeck Carneiro (PT), Francisco D´Angelo (PDT), vereador Fabiano Gonçalves (Cidadania), e à vereadora Verônica Lima (PT).

No pleito passado, os cinco mais votados foram Fernando Barbosa (PSL), 345 mil votos; Marcelo Freixo (então no Psol e agora no PSB), 342 mil; Alessandro Mollon (PSB), 227,9 mil; Carlos Jordy (PSL), 204 mil; e a cassada Flordelis (PSD) 195 mil. A niteroiense Talira Petrone (Psol), obteve 107 mil votos, sendo a nona mais votada no estado, com chances de ampliar a votação com a saída de Marcelo Freixo.

Dos campeões de votos, os dois do PSL não tendem a manter o brilho causado pelo “mito Bolsonaro” de 2018, Freixo concorrerá ao governo do Rio, enquanto a gonçalense Flordelis foi cassada e está presa.

Alguns nomes destacados do pleito passado não estarão na disputa, como os falecidos Wagner Montes (PRB), e o veteraníssimo Simão Sessim (PP), e nem os que se elegeram prefeitos, como Wladimir Garotinho (então no PRP e agora no PSD).

Em São Gonçalo, o mais votado foi Felipe Laterça, com 47.065 votos pelo PSL. Já Dimas Gadelha, que na eleição seguinte chegou a somar 306 mil votos na disputa pelo segundo turno, só obteve 16,4 mil votos, não se elegendo e se transferindo para Maricá.

Meta de Lula

Confiante nas pesquisas, apontando-o como futuro Presidente da República, Luiz Ignácio Lula da Silva (PT), tem uma prioridade: contar com uma forte bancada na Câmara Federal através da transformação do PT como majoritário naquela Casa.

Foi dentro deste objetivo que aconselhou ao presidente do PT-RJ, Washington Quaquá (foto) a desistir do sonho da candidatura a governador e contribuir para fortalecer a legenda do partido.

Agora, com o benefício da “expectativa do Poder”, poderá reverter a situação desfavorável do período em que, preso e sem direitos políticos, viu seu partido naufragar no Estado do Rio.

Caminho do Governo

Embora já estejamos no chamado “ano eleitoral”, não existem definições para os cargos majoritários no Estado do Rio que, além do governador e do vice, surgirá nas urnas, em outubro, o nome do futuro senador fluminense.

A grande incógnita para a definição do jogo é a possibilidade do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, voltar atrás na sua decisão de cumprir os quatro anos de mandato conquistado em 2020.

Ele acredita ser o nome mais aceitável para governar o Estado pela sua capacidade de gestão, mérito que também cabe ao pedetista Rodrigo Neves por quem foi apoiado quando concorreu ao Governo em 2018, sendo derrotado por Wilson Witzel, cujo vice era Comte Bittencourt, de Niterói. Witzel ganhou em 90 municípios, menos em Niterói e em Rio das Flores.

Em sua euforia, ele entende que a atual liderança de Marcelo Freixo nas pesquisas decorre do fato do “jogo ainda não ter times escalados”. E vai além considerando o antigo pessolista como radical.

Sua confortabilidade é acrescida pela especulação de que Lula poderá escolhê-lo como candidato a vice-Presidente, representando uma aliança no rumo da “centro-direita”.

Excesso de clonagem

Mais grave que os problemas ocorridos com o Pix, forçando o mercado a restringir os pagamentos noturnos a R$ 1 mil, é o crescente golpismo com a clonagem de cartões de crédito e de débito, alcançando número exagerado de vítimas, cumulado com a falta de informações das operadoras.

Num grupo de seis pessoas, quando o assunto veio à tona, quatro se declararam vítimas, algumas alertadas pelos administradores dos cartões que estranharam a movimentação. Um dos lesados disse terem sido registradas mais nove compras e contratações de serviços com o uso clonado do seu cartão, impondo-lhe uma complicada ‘via crucis’ para desbloqueio e registro policial.

Há suspeita do uso de meios eletrônicos de cópia dos cartões em caixa eletrônicas, onde são efetuadas transações.

Sem maiores orientações, já há quem se previna encobrindo os códigos de segurança dos cartões, nos momentos de compras. Os códigos, tem letras pretas e são pequenos.

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