Painel: Quem quer governar um Estado falido

Nenhum nome de destaque na política havia emergido para a disputa pelo cargo de governador em 2022. Circulavam nomes de penetração em alguns setores e até figuras bem situadas em alguns municípios de atuação regional mas sem penetração no Rio ou na vastidão do interior. Nem mesmo ex-governadores como Rosinha e Garotinho ou mesmo Moreira Franco não divisaram um bom horizonte sobre o Palácio Guanabara.

Ascendido inesperadamente como vice-governador e conduzido ao trono em substituição ao então desconhecido Wilson Witzel, favorecido eleitoralmente pelo fenômeno bolsonarista de 1918, foi despertado peara o vazio político no Estado. Neste deserto de lideranças ele tornou-se a figura mais projetada.

Para ele o oásis foi a cobiçada água da Cedae, capaz de transferir ao Estado R$ 18 bilhões para obras tão desejadas pelos vereadores, prefeitos e deputados no ano eleitoral.

Herança maldita

Cláudio Castro recebeu uma herança maldita, legado dos governos Cabral e Pezão que não descobriram caminhos e nem modos de caminhar na busca de ultrapassar os buracos ampliados com a Olimpíada Rio-2016 e uma sucessão de escândalos que os levaram a dura condenação de recolhimento pré-pandemia.

A privatização da Cedae integrou a modernidade dos que querem um “estado menor” com a bandeira de “enxugamento”. Integrava o rol da “recuperação financeira” do Estado beneficiado com a sua inclusão no Plano de Recuperação Fiscal, que não previu nenhuma medida contra os que se enriqueceram às custas dos contribuintes e nem apuraram a fantasia dos empréstimos com altos juros.

Só um deles representou um dispêndio de R$ 3,8 bilhões para a União. A conta foi paga com dinheiro tirado dos contribuintes, sem análise da dívida ou revelação e quantos milhões de juros exorbitantes foi pago

O povo foi lesado e os fluminenses amargarão quatro anos de seca administrativa.

A venda da Cedae não vai gerar dividendos eleitorais em 2022.

Tá baixando

Um supermercado com as gôndolas cheias de mercadorias e sentindo a ausência de compradores ou divisando a crise da concorrência, causou um alegre susto aos seus clientes. Baixou de R$ 14,25 para R$ 10,50 o preço da embalagem com 30 anos. O alho, que andava pelas alturas, passava de R$24 e agora foi possível comprá-lo por R$ 19.

Não é efeito de um imaginário e planejado boicote dos clientes, mas a tradução da crise criadora da necessidade de poupança seletiva de um povo empobrecido.

Mas é preciso estar atento: um quilo de filé frango é vendido por R$ 21 no mesmo mercado, com acréscimo de 40% no preço anunciado por um grande supermercado

MORTES INESQUECÍVEIS

Onze meses após a primeira morte, o Brasil começou a vacinação. Mas já haviam sido perdidas 209 .868 vidas em meio a 8,4 milhões de casos confirmados de infecções.

Um ano após o número de casos quadruplicou e o de morte, triplicou.

No dia da primeira vacinação faleceram 518 pessoas e um ano após o número chegou a 162. Janeiro voltou a passar a cada das100 mortes diárias. Os casos de infecção eram 26.400 no dia e agora deram um salto para 76.435, efeito da liberdade usufruída na passagem do Ano.

Mas é de se destacar que a relação casos\óbitos deve-se à vacinação: os infectados tem sofrido menos porque receberam grande proteção vacinal. A doença dura poucos dias para os vacinados.

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