PAINEL: ‘PICO’ DE CASOS FOI DE 77 MIL E ESTÁ EM 10 MIL. ÓBITOS TAMBÉM CAEM

O pânico estava estabelecido em 23 de junho, início do inverno deste ano, quando foi registrada a marca de 77.275 casos de Covid-19, num só dia, esgotando a capacidade de atendimento pelos hospitais. A queda foi aceitada após outubro e continuou positiva em novembro, baixando para menos de 10 mil ocorrências, graças a vacinação e as cautelas da população.
O indicio de vitória contra a pandemia está sendo revelado pela acentuada queda no registro de óbitos, agora variável entre 200 e 300 por dia, um gigante contraste com o ‘pico’ de 3.730 diários, assinalado em sete de abril deste ano.
Em Niterói, no período de 4 a 30 de novembro, houve um acréscimo de 339 casos e, em São Gonçalo, de 737.
Houve acréscimo de 38 óbitos em Niterói, e de 46 na populosa cidade vizinha.
O mês consagrado a N.S. de Fátima foi marcante na redução de casos e óbitos, com o mês de novembro mantendo a queda, e o mês do Natal prenunciando que poderemos ter mais dias sem qualquer registro fatal para gerar o ‘Feliz Ano Novo’ e a esperança de um carnaval seguro.
A suspensão das grandes concentrações com as tradicionais queimas de fogo no ‘réveillon’ foi uma medida de cautela contra a ameaça representada pela nova variante que atinge a África do Sul e alguns outros países.

Os Estados mais devastados

Hoje, com baixo registro, São Paulo é o Estado que, na soma, lidera a estatística de óbitos, com 155 mil perdas de vidas, 25% do total registrado no país.
A tabela de enlutados abalou, em segundo o lugar, o Estado do Rio, com 69.061, bem acima do terceiro lugar, o populoso Minas Gerais, com 56 mil.
O Sul foi muito abalado: 40.510, no Paraná (4º); 36.117, no Rio Grande do Sul (5º). Santa Catarina ficou mais abaixo, com 19.972 óbitos, no décimo lugar.

A sequência prosseguiu com 27.309 mortos na Bahia; 25.540 em Goiás; 24.650 no Ceará; e 20.249 em Pernambuco, com 20.240

Mais abaixo se situaram: Espirito Santo (13.170), Maranhão (10.294), Mato Grosso do Sul (9.630), Paraíba (9.158), Rio Grande do Norte ((7.498), Piaui (7.180), Alagoas (6.032), Rondônia (6.640), Tocantins (3.910), Roraima (2081), Amapá (2.003) e Sergipe 6.040.
Abaixo dos dois mil ficaram Pará, Mato Grosso, Amazonas e Acre.

Destaques na vacinação

São Paulo, sede do Instituto Butantã, deu exemplos na vacinação. Mesmo sendo o mais populoso, alcançou 81,55% do público-alvo.
Também alcançaram posição de destaque, Santa Catarina (78%), Paraná e Rio Grande do Sul (77%), Minas Gerais (76%), Paraíba, (75%), Piauí (74,9%), Espírito Santo (74,8%) e no nono lugar, o Estado do Rio com 74,2% beneficiados com a primeira dose.
O país, até o dia 30/11, aplicou a primeira dose em 159 milhões dos 211 milhões de brasileiros (74%), e 134 milhões (62,7%) foram plenamente imunizadas.

Os guerreiros pela saúde


A vacinação começou com longo atraso, em 19 de janeiro deste ano, dez meses após o início da pandemia.
Merecem destaques os profissionais de saúde e a rede pública (sempre municipal), que espalhou postos de vacinação perto da população-alvo. Os estados reforçaram as redes municipais de hospitalização, havendo destaque também para as redes particulares.
Igual desempenho positivo – e não muito divulgado – teve a Fundação Osvaldo Cruz (Fio Cruz), com histórica presença no bairro de Manguinhos, no Rio, que produziu o IFA e está produzindo a vacina brasileira.
Nem sempre valorizada, a imprensa brasileira foi um exemplo da importância da atuação para a defesa da saúde pública e precisou se organizar num consórcio para fornecer dados estatísticos fundamentais para o exercício da pesquisa, do planejamento, informações educativas e orientação do público.

Caminho para Bolsonaro

A filiação ao PL não vai fortalecer a campanha pela reeleição do Presidente Jair Bolsonaro e, de imediato, poderá representar a perda de alguns pontos nas pesquisas de intenção de votos, salvo no RJ onde o partido de Valdemar Costa Neto tem valiosa estrutura política.

Caso desista da disputa presidencial, ele tem chances de vitória se concorrer ao Senado ou a Câmara Federal pelo Estado do Rio, onde ainda conta com forte aceitação popular e seus adversários estarão divididos, como é comum, especialmente na eleição proporcional.

Perder a eleição presidencial significa ter o governo desaprovado.
Ele precisa ter um mandato e precisa ser aquele melhor para fazer oposição após 2023.

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