Painel: Petrobras inicia processo de venda dos campos de Uruguá e Tambaú

A Petrobras informou ontem que iniciou o processo de venda da totalidade de sua participação nos campos de Uruguá e Tambaú, pertencentes à concessão BS-500, localizada na Bacia de Santos, no estado do Rio de Janeiro.

A produção dos campos foi de aproximadamente 5 mil barris de óleo por dia (bpd) e 918 mil m3/dia de gás, em 2020.

“Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio, redução do endividamento e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas”, afirmou.

A concessão BS-500 foi adquirida pela Petrobras na Rodada Zero da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Os campos estão situados na porção norte da Bacia de Santos, entre 140 e 160 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em lâmina d’água que varia de 1 mil a 1,5 mil metros. A Petrobras detém 100% de participação em ambos.

FORÇAS ARMADAS SALVARAM O 7 DE SETEMBRO

Não tivemos os alegres desfiles cívico-militares para festejar os 199 anos da Proclamação da Independência de um país continental que se libertou de 422 anos de gerência pela monarquia portuguesa e soube reagir às tentativas de invasão do seu gigante território por corsários e armadas da Holanda e da França.

Sob o pretexto de evitar aglomerações passíveis de disseminação da Covid, as Forças Armadas e o Governo do Distrito Federal mantiveram o necessário isolamento da área dos Três Poderes, protegendo as instituições contra possíveis arroubos de extremistas golpistas e evitando articulações para um confronto fratricida.

O soar dos canhões no Planalto nada teve a ver com os rojões antes lançados sobre o STF. Foi uma soante, zelosa e respeitosa saudação ao içamento da Bandeira Brasileira, elevada ao alto e não aos sacolejos das bandeiras de torcidas ditas organizadas.

O Presidente da República se transferiu para São Paulo, onde as manifestações populares foram grandes e beneficiadas pela liberdade de cada um em ter consciência sanitária. Nem mesmo o governo paulista, barrou o direito de participação do seu antagonista, cuidando apenas de zelar pela ordem.

Seguiu o modelo das Forças Armadas com a sua missão de zelar pela segurança nacional, mantendo o direito de expressão e exigindo a manutenção da ordem pública.

Acorda Brasil

Bolsonaro anunciara que proclamaria a verdadeira Independência do Brasil no ato da Avenida Paulista.

Evidentemente ele não estava cogitando de dar o troco ao seu adversário FHC que liquidou com o monopólio estatal de petróleo defendido pelo seu tio, o general Felicíssimo Cardoso e por outros dignos e ferrenhos militares nacionalistas como Horta Barbosa.

A independência necessária está no campo econômico. O Brasil é espoliado pelo capital estrangeiro,

É o segundo maior produtor mundial de petróleo, mas os brasileiros têm de importá-lo refinado, pagando quase o triplo do preço praticado, por exemplo, nos EUA.

Bolsonaro ou Dória?

(São Paulo – SP, 07/09/2021) Comemoração do dia da Independência. Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

São Paulo, governado pelo oposicionista João Dória, teve sua capital ocupada capitão carioca Jair Bolsonaro com desejos de demonstrar sua liderança política. Afinal ele foi eleito com 3.694.834 votos (60,3%) dos paulistanos, derrotando, em seu próprio território, o professor petista Fernando Haddad. O candidato de Lula conseguiu 2.424.125.

João Dória ainda pensa em suceder a Jair Bolsonaro e espera ser alternativa à candidatura de Lula. Bolsonaro torce para a oposição ter dois ou mais candidatos na disputa no estilo maquiavélico do “dividir para governar”.

Eu tenho a força…

Mas será que a espantosa imagem das cores da Avenida Paulista indicam uma efetiva supremacia?

Poderia ser. Jair Bolsonaro havia anunciado a sua ocupação por dois milhões de apoiadores.

Os números enganam pois, segundo a newslleter “Poder 360”, o recorde de concentração foi de 125 mil pessoas.

O trecho mais extenso da via é de 1,8 km e ela tem 30 m de largura, representando uma área pública de 54 mil metros quadrados. O cálculo tem de considerar quantas pessoas são cabíveis em cada metro quadrado.

Os acréscimos ficam por conta das pessoas que se aglomeram nas ruas perpendiculares.

Acordou tarde

Em quadro de ressaca pelo gigantismo da presença de apoiadores em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro acordou após o pesadelo vivido com declarações dos presidentes da Câmara Federal e do Senado, entre outras expressões políticas do seu próprio governo, criticando o seu avanço verbal.

Só ontem ele soube que entre os 12 membros do Conselho da República pelo menos sete não estarão apoiando as suas propostas golpistas.

Entre os seus membros estão os deputados Marcelo Freixo e Renan Calheiros e os lideres da minoria na Câmara e da maioria, no Senado.

Cancelou a reunião daquele Conselho idealizado para ter a atuação inspirada no Conselho Revolucionário de 1964.

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