Painel: Os milagres da Mãe Aparecida no dia consagrado nossa Padroeira

Há 18 meses, o Coronavírus chegou ao Brasil e fez despertar inúmeros gestos de solidariedade ante à comprovação de que só a fraternidade poderia com a caminhada da praga que, em abril de 2021, eliminou, num só dia, mais de quatro mil brasileiros.
O povo demonstrou a sua fé, em impressionantes demonstrações de devoção à Santa, que irradiava a sua bondade a partir do sempre procurado Santuário a ela consagrado, na cidade paulista de Aparecida do Norte, para onde convergia o centro de devoção dos brasileiros, seja presencialmente – apesar do duro isolamento – ou através do poderio moderno dos meios de comunicação eletrônicos.
A Mãe de Jesus Cristo apelou ao seu Filho, como fizera nas Bodas de Caná, quando Ele transformou água em vinho, seu primeiro milagre na missão terrena de salvar o Mundo do pecado.
Exatamente quando começaram os 11 dias de novena em seu louvor, a média móvel de óbitos caiu da faixa das cinco centenas para quatro e, exatamente, no dia 12, teve a incrível queda para 367. Destaque-se que, neste dia, terça-feira, foram registrados 176 óbitos.
Outro fenômeno foi a presença do Presidente Jair Bolsonaro que, inclusive, fez uma das leituras na missa da tarde, presente o Arcebispo D. Orlando Brande que, na sua homilia, havia criticado duramente a política do governo diante da pandemia e da defesa das armas. Mas o líder católico preconizou a união nacional.

Leão faminto

Enganam-se os que se queixam dos altos custos das mercadorias vendidas em grandes lojas.
Isto pode ser aferido numa nota emitida, por exemplo, pela Amoedo: dos R$ 74,90 pagos pelo consumidor, R$ 28,74 vão para os cofres federais e (31,68% de imposto) e R$ 14,98 (20% para o Estado, através do ICMS).
A matéria-prima, linha de produção, frete, comercialização e lucro rateiam os restantes R$ 30,98. Já o município, nada recebe por conta do ISS.
O pior: fica descapitalizado quando as grandes corporações consideram as filiais locais como ‘vitrines’ e recolhemos tributos através de suas matrizes.

O “bolo” da receita nacional

Salvo os que recebem bons royalties, os municípios voltaram a ser empobrecidos nos governos Pós FHC.
Haviam conquistado autonomia financeira com a Constituição de 1988 graças ao trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira de Municípios, quando o prefeito empossado em 1982, Waldenir Bragança, demonstrou que o governo federal abocanhava 20% da receita nacional e os municípios apenas 4%.
A Constituição elevou as alíquotas dos impostos, como o ITBI, dobrando para 2% para sobrar 1% a contemplar os municípios.
Governo não abre mão de mordomias para alcançar a desejada justiça fiscal. Os “marajás” ampliaram direitos com o contribuinte sendo onerado.

Farra com ”governos”

Encantados com tantos recursos recebidos, os prefeitos empossados em 1989 tinham tudo para sairem consagrados como os “melhores administradores municipais” em todos os tempos.
Preferiram, no entanto, transformar as Prefeiuras em “Governos municipais”, criando luxuosas estruturas, cargos em comissão, Secretarias e órgãos da Administração Indireta.
De olho na reeleição ou na elevação em cargos eletivos cuidaram, por exemplo, de embelezar as cidades.
“A Tribuna”, um dos pioneiros na campanha municipalista, criticou duramente a falta de obras de infraestrutura e investimentos sociais, numa inversão de prioridades, fato que encantou os habitantes e gerou muitos votos.

Porteira fechada

Um dos maiores e mais tradicionais colégios do Estado do Rio, o Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho está distante do seu passado glorioso.
O seu gigante espaço está sem uso e a diretora proíbe a entrada de jornalistas, e nem informa quando voltarão as aulas presenciais.
O seu extenso muro está com gigantes pichações, antecipando a comemoração pelo centenário da fundação, em Niterói, do Partido Comunista Brasileiro.

Sobre este muro, a direção do colégio realizou uma obra: perigosas cercas de arame farpado.
Ao lado, funciona um hotel alugado pela Prefeitura para abrigar desalojados. As crianças e seus familiares se amontoam na estreita calçada em busca de ventilação e sol.
A sugestão de “A Tribuna” para abrir a extensa área de lazer para um socorro humano, sequer foi respondida pela direção da Escola.
É um gigante patrimonio público adormecido.
“A Tribuna” se orgulha de ter obtido, no Governo Geremas Fontes (1967\1971) a construção de dois grandes blocos, contando com o empenho do então diretor do Ensino Médio, Renato Barbosa Fernandes, que, como presidente da antiga Campanha Nacional de Educandários Gratuitos, ali implantou um extinto curso ginasial noturno.

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