Painel: Niterói e São Gonçalo abrem caminhos para sucessão no interiorTR

Como Niterói e São Gonçalo representam 1,2 milhão dos 14 milhões de eleitores fluminenses, as duas pesquisas ali registradas passam a indicar os nomes mais viabilizados para estarem ou serem excluídos na lista dos aspirantes ao Governo do Estado.

A grande indagação passou a ser o resultado a ser apresentado quando a avaliação chegar à cidade do Rio de Janeiro, concentradora de 40% do eleitorado fluminense e onde poderão surgir outros nomes como Eduardo Paes, Marcelo Crivella ou até do general Mourão, ou acontecer fenômenos para influenciar o eleitorado com as participações dos presidenciáveis Bolsonaro, Lula, Dória e Ciro Gomes, sem se falar no eventual surgimento de uma “quarta-força”.

O comportamento eleitorado carioca ainda não está bem avaliado. Vai pesar na sua escolha um nome traduzido pela postura ideológica ou pela sua vinculação com um presidenciável? O eleitor carioca vai preferir um voto de qualidade, escolhendo o mais capaz para governar ou será influenciado pela mídia, pelo oportunismo ou pela simpatia pessoal? Vai manter a tradição do voto oposicionista traduzindo rejeição a quem está no poder? Vai ser influenciado pelos efeitos do “Ajuda Brasil” ou pela mágoa das perdas com a pandemia e com a violência?

Qual será o percentual dos que votarão seguindo as pesquisas do “já ganhou” ou “ao favor da ampla renovação política?”.

Qual será o peso da máquina administrativa, da ação dos milicianos e traficantes e do abuso do poder econômico?

Como será a reação eleitoral das vítimas dos familiares de vítimas de casos de infecções e de familiares de vitimados por óbito. E muito importante: a quais níveis chegarão abstenção, voto em branco ou voto nulo?

É certo que os valores das pesquisas com 66% do eleitorado radicado na Região Metropolitana e no interior terá influência no julgamento da heterogeneidade do eleitorado carioca.

Governo reduz previsão de crescimento da economia para 5,1% este ano

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano e elevou a estimativa para a inflação, de 7,9% para 9,7%, por influência da alta nos preços dos combustíveis e energia elétrica. Os dados estão no Boletim MacroFiscal divulgado ontem.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) caiu de 5,3% para 5,1% em 2021, em relação ao último boletim, divulgado em setembro. Entre os fatores que motivaram a revisão para baixo está a piora nas condições financeiras do país, com alta da inflação, elevação mais intensa dos juros e depreciação do câmbio.

Nos últimos meses, o Banco Central vem promovendo a elevação da taxa básica de juros, a Selic, para conter o avanço da inflação. Hoje, a Selic está fixada em 7,75% ao ano e deve subir novamente na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em dezembro.

Além disso, há piora no cenário internacional. De acordo com a SPE, assim como no Brasil, na China e em alguns países europeus há problemas na oferta de energia, com forte elevação dos preços na Europa e racionamento na China. A quebra de cadeias produtivas também está prejudicando a indústria e reduzindo sua produção devido à falta de insumos.

“Os efeitos negativos na oferta e a maior demanda global são notórios e podem ser vistos na pressão no nível de preços. Cita-se o elevado nível do preço das commoditites, com destaque para os valores da energia, alimentos e metais industriais. A inflação de itens que não são apenas de alimento e energia tem assolado diversos países”, diz o boletim.

No Brasil, a atividade econômica desacelerou ao longo do terceiro trimestre de 2021, decorrente do desempenho da indústria e do comércio, e houve estabilização dos indicadores de produção agropecuária. “Por outro lado, notou-se continuidade da expansão dos serviços. Nesse mesmo sentido, indicadores antecedentes e coincidentes mensais mostram que se mantêm a trajetória de recuperação da economia no quarto trimestre de 2021”, diz a SPE.

Números do Estado

O TRE ainda não divulgou a lista do eleitorado para 2022, mas os dados do último pleito indicam que o RJ contava om 14,2 milhões de inscritos, tendo havido acréscimo de 5% de eleitorado com mais de 16 anos, dado referente a pessoas que se transferiram para o interior, especialmente para Niterói e Maricá . Falta avaliação dos locais de origem dos mais de 60 mil fluminenses falecidos em decorrência da pandemia.

Se a heterogênea cidade do Rio reúne um terço do eleitorado, um outro terço está nas seguintes cidades: São Gonçalo com 662 mil; Duque de Caxias, com 660 mil; Nova Iguaçu, com 598 mil; Niterói 392 mil São João do Meriti; Nilópolis, 384: Campos,com 360 mil; Petrópolis, 239 mil; Volta Redonda, 222 mil; Magé 192 mil; Itaboraí, 178 mil e Macaé, 167 mil.

O restante está em 75 municípios, sendo o menor, Macuco, com apenas 7.121 eleitores..

Jogo apertado

Como a terceira rodada de pesquisas regionais iniciadas pelo GERP será na populosa Baixada Fluminense, o pedetista Rodrigo Neves está se concentrando em reuniões com lideranças políticas daquela região, onde despontam algumas promessas de candidaturas ao Governo do Estado ou a influência de midiáticas figuras cariocas.

Promete ter forte votação na RM, o governador Cláudio Castro por força de articulação do preidente Bolsonaro e os volumosos recursos destinados à região, especialmente após a privatização da Cedae.

Os prefeitos de Nova Iguaçu e Belford Roxo, além do ex-Zito, de Duque de Caxis, têm se reunido com Rodrigo Neves.

INTOLERÂNCIA

Se você pode esperar uns dois meses para marcar um exame de imagens num laboratório de imagem ou ter de esperar até uma hora para, após cumprida as exigências burocráticas, ser chamado para a sala onde está o aparelho e lá esperar pelo médico (a).

Mas você pode perder o direito ao exame, por mais urgente e necessário à saúde, se o relógio do profissional atendente indicar que você está ultrapassou o 10 minutos da hora.

Apesar da urgência médica, você terá de procurar outro laboratório, compatível com seu plano de saúde para reiniciar a via-crucis.

Talvez não dê tempo para fugir do corredor da morte.

Falta paciência, humildade e sentimento humanístico aos que não eram o juramento de Hipócrates.

A cadeira da Medicina não é um trono de Deus, como imaginou ontem, às 17 horas, um apresado profissional de um laboratório em Icaraí.

É hora de auditoria popular em estabelecimentos de saúde.

Cláudio ou Mourão

Já há quem fale numa mudança no bolsonarismo fluminense para minorar a influência dos oposicionistas que fustigam o governo federal.

O fraco desempenho do governador em exercício Cláudio Castro é muito expressivo, ao contrário do general Hamilton Mourão que, embora não tenha anunciado pretensão ao Governo do Estado, aparece sempre em terceiro lugar nas pequisas espontâneas.

Mourão tinha admitido ser candidato no Rio Grane do Sul ou disputar o Senado no Estado do Rio, onde estão em campanha o senador Romário Alves e o atual presidente da Assembleia Legislativa.

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