Painel: Ministro nega arquivar inquérito sobre vazamento de dados sigilosos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou na sexta-feira (5) o arquivamento do inquérito que apura o suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal (PF).

O pedido de arquivamento foi feito na segunda-feira (1º) pela vice-procuradora, Lindôra Araújo, que reiterou outro pedido de arquivamento do caso, requerido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, em fevereiro deste ano.

Lindôra afirmou que a jurisprudência do STF é clara no sentido de que o pedido de arquivamento feito pela procuradoria deve ser acatado automaticamente por Alexandre de Moraes, relator do inquérito. Além disso, a procuradora disse que o ministro determinou diligências após o pedido de arquivamento.

O caso trata da transmissão, ao vivo pelas redes sociais, realizada em agosto do ano passado, em que o presidente Jair Bolsonaro divulgou informações sobre o inquérito da PF que apura a invasão aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018.

A íntegra do inquérito foi, depois, publicada nas redes sociais de Bolsonaro. Desde o episódio, o presidente afirma que a investigação não estava sob sigilo. Ao decidir a questão, Moraes disse que o questionamento da PGR está fora do prazo.

“Em quatro das cinco oportunidades de atuação do Ministério Público, a Procuradoria Geral da República manifestou-se por meio da Dra. Lindôra Maria Araújo, vice-procuradora-geral da República, que, por meio de sua ciência, concordou com as referidas decisões, inexistindo a interposição de qualquer pedido de reconsideração, impugnação ou recurso no prazo processual adequado”, decidiu.

PT PERDE LIDERANÇA NOS ESTADOS

O PSB de Alckmin (ex-PSDB) e Marcelo Freixo (ex-PSOL) supera o PT em número de candidatos aos governos dos estados e em alguns deles tiveram, unidos ou isoladamente, de buscar reforços integrando às suas coligações até mesmo partidos apoiadores de outros candidatos à Presidência da República, como PL-PP (Bolsonaro), PDT (Ciro Gomes) e MDB (Simone Tebet).

A complicada situação dos estados em que os dois partidos “baterão chapas” diretamente ou apoiando nomes de outros partidos, indica que, se eleito presidente, Lula terá dificuldades e poderá sofrer as consequências da desunião entre os dois partidos aliados na disputa pelo Planalto.

Vitórias isoladas poderão resultar em divergências de posições dos eleitos para o Senado e para a Câmara Federal.

Os dois nomes mais expressivos para a formação de “puxadores de legendas” no Estado do Rio (Freixo e Molon) estarão fora do Congresso Nacional e são divergentes na disputa pelo governo e pelo Senado.

Dentro de dois anos serão disputadas eleições municipais já se sabendo que PT e PSB terão de buscar um caminho de integração, valendo-se da liderança complexa de Lula e de Alckmin.

A DESUNIÃO

Os dois partidos esquerdistas tornaram-se adversários nas disputas em mais de um terço dos estados brasileiros, em alguns buscando reeleições de atuais governadores e em outros situados na oposição aos atuais governadores.

Vejamos algumas situações:

  • Na Paraíba, o PSB defende a reeleição do atual governador, e o PT está aliado ao MDB de Simone Tebet, o mesmo acontecendo em Alagoas.
  • Em Rondônia, o PSB se aliou ao bolsonarista PL e ao MDB de Simone, enquanto o PT se aliou ao PV.
  • Em Tocantins, PT tem apoio do PV e PC do B, enquanto o PSB formou ampla coligação com o PSC (ex-partido de Bolsonaro)
  • No Rio Grande do Sul, eles estão em lados opostos: o PSB com o PL e MDB; e o PT com quatro partidos diversos.
  • No Amazonas, aliado ao MDB o PT concorre contra o candidato PSB/Solidariedade;
  • No Ceará, terra de Ciro Gomes, o PT tem candidato próprio sem apoio do PSB.No Espírito Santo

União frágil

Em Rondônia o candidato do Solidariedade e mais seis partidos, inclusive o PDT e o PSB partido de Alckmin destinou a vaga de vice a um nome conciliador entre PT e PSB.

“Tambor do Brasil”, o Rio de Janeiro tem um candidato do PSB, acompanhado de um vice do PSDB, lançado por Lula.

SUCESSO ESPERADO

A chapa lulista está tranquila em São Paulo com a união em torno de Fernando Haddad.

Igual sucesso é esperado com a união das duas legendas no Paraná.

Em Minas Gerais, sob a liderança de Kalil, do PSD, os dois estarão unidos, sendo o vice do PT.

Na Bahia eles estão unidos em torno do petista Jeronimo Rocha, apoiado também pelo MDB.

No Amapá o Solidariedade encabeça a chapa com apoio do grupo Lula-Alckmin

O Rio Grande do Norte espera reeleger o governador petista numa ampla coalizão.

No Espírito Santo a união foi formada pela reeleição de Renato Casagrande, do PSB.

No Piauí, com seis partidos, eles estarão aliados em torno do petista Rafael Furtado.

VICE DE CIRO

Finalmente na sexta-feira (5) Ciro Gomes completou a sua chapa pelo “puro sangue” PDT.

Escolheu a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, contando como apoio do prefeito ACM Neto.

Ele se identifica com os movimentos negros e o combate à fome.