Painel: Ministério da Saúde pede à Economia reforço na verba para santas casas

O Ministério da Saúde pediu à equipe econômica reforço na verba para as santas casas e para os hospitais filantrópicos no Orçamento deste ano. O dinheiro poderia vir de créditos extraordinários, fora do teto de gastos, nos meses finais de 2021.

O tema foi objeto de reunião na sexta-feira (24) à tarde entre o ministro substituto da Saúde, Rodrigo Cruz, com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo Cruz, o reforço é necessário porque o custo de insumos hospitalares aumentou 12% recentemente com a alta do dólar e da inflação.

Segundo Cruz, uma possibilidade seria a edição de um crédito extraordinário ao Orçamento deste ano. Ele, no entanto, disse que o encontro terminou sem conclusões e que outras opções estão em análise.

“O Ministério da Economia tem atendido prontamente aos pedidos da Saúde para combater a pandemia”, disse Cruz, ao sair da reunião. Atualmente, as santas casas e os hospitais filantrópicos executam 46% dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em relação ao orçamento da pasta para 2022, Cruz disse que o governo pretende inserir os gastos relacionados à covid-19 na verba corrente da pasta. Em 2020, os gastos com o enfrentamento à pandemia foram registrados no Orçamento de Guerra. Neste ano, houve a edição de créditos extraordinários com abatimento parcial na meta de déficit primário – resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública.

Apesar de ter dito que pretende gastar o máximo possível com recursos correntes em 2022, Cruz não descartou a possibilidade da execução com créditos extraordinários no próximo ano. No entanto, isso só será feito caso surjam problemas fora do previsto.

“Existem requisitos para lançar mão dos créditos extraordinários. Por exemplo, a imprevisibilidade. Tudo está sendo trabalhado com muita responsabilidade”, concluiu o ministro substituto da Saúde, que assumiu o comando da pasta após a confirmação de que o ministro Marcelo Queiroga contraiu Covid-19.

Estado do Rio registrou 11 em cada 100 óbitos ocorridos no populoso Brasil

A triste marca do acúmulo de 65.382 óbitos entre os 593.908 ocorridos nas 27 unidades da Federação aponta o Estado do Rio com a precária situação sanitária e coincide com o fato de não ser eficiente na campanha de vacinação aparecendo na oitava posição com o alcance de 65,7% da população beneficiada com a primeira dose, enquanto São Paulo se destaca com 78,36%.

O Estado do Rio é o terceiro mais populoso do Brasil com 17,5 milhões de habitantes, antecedido por Minas Gerais (21,4 milhões) e São Paulo com 46,5 milhões. O número de óbitos fluminenses (65 mil) é superior às ocorrências somadas pelos estados da Bahia e Paraná. Juntos eles registraram 55.266 óbitos, embora somem uma população de 25,4 milhões de almas.

Lideram a vacinação brasileira, pela ordem, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná, Espírito Santo, Paraíba e o menor de todos no território nacional, o pequeno Sergipe.

Na última semana o Estado do Rio tem alternado com São Paulo a escala de maior incidência de mortes diárias, ultrapassando a marca de 150, quando os vizinhos Minas Gerais (50) Espírito Santo (10) festejam a redução de incidência, mesmo com o Brasil aumentando a média diária de óbitos que voltou a superar a marca de 500 diariamente.

O quadro brasileiro, graças à vacina, é otimista se compararmos tristemente com o recorde de 6 de abril, quando chegou à gigantesca marca de 4.195 mortes, num só dia.

Desastre eleitoral

Se a avaliação popular em torno do desempenho de cada um em relação às crises da pandemia, da situação econômica, social e administrativa, os atuais deputados federais e estaduais eleitos em 2018 terão substancial queda na votação no próximo pleito.

Não são conhecidas ações parlamentares em favor da melhoria das condições de vida da população ou da operação administrativa do Estado.

O quadro desalentador é apontado na pesquisa avaliadora do conceito do Congresso Nacional que ficou abaixo dos 44% positivos, mesmo com o bom desempenho de muitos parlamentares de outras unidades da Federação.

Situação pior está reservada para os que emergiram nas urnas anteriores com gigantes votações como os protegidos pela sombra do “mito Bolsonaro”.

Pobreza exposta

Por todos os cantos é possível encontrar núcleos de pessoas mal vestidas e esperando que cada do céu alguma esperança para dar-lhes alguma atividade em respeito à dignidade humana.

Além do centro de Niterói dois dos pontos de maior tristeza com o marasmo envolvendo ex-trabalhadores e até familiares, são o Jardim do Ingá e a Praça de São Domingos, até a entrada da inerte UFF.

Há muita gente com vergonha de pedir um prato de comida ou uma ajuda para comprar remédios, mas existem grupos suando o corpo transportando material a ser reciclado ou improvisando um ganho com oferta de modestas e poucas guloseimas.

Há gente com e sem teto, em áreas onde há contraste de prédios abandonados, ruínas ou inativos palácios de concreto inativos, como o suposto Museu do Cinema, sem se falar do restaurante da UFF, que poderia estar dando sua solidária contribuição com o desejado esforço dos alunos sem aulas presenciais.

A mocidade estudantil já não está dando mais a sua presença na defesa da sociedade carente.

O luxo e o lixo

Este belo prédio foi o “QG da Corrupção” montado em nome da realização do Aterro Praia Grande no período de 1972-75. Os escândalos não resultaram em punições, nem mesmo com a fusão GB-RJ, em meio ao regime instaurado contra a “subversão e a corrupção”. Mas a Cia. de Desenvolvimento Urbano do RJ (Desurj) foi extinta, sem deixar saldo ou rastro. E começou a subversão: o prédio foi abandonado, depredado e até incendiado quando “forças populares” se aquartelaram nos escombros, formando famílias que vivem amontoadas e até sofrendo com a ação de ratazanas de quatro patas. Os “exércitos da atenção social”, mesmo bem dotados, não chegam lá.

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