Painel: Mercados e moradias mudam perfil de São Lourenço

O bairro nascido de um aterro, em 1920, e transformado num eixo viário com a inauguração da Ponte Rio-Niterói em 1974, São Lourenço está sendo transformado num polo centralizador como as imediações da Praça Martim Afonso. Se o historicamente centro comercial de Niterói era sonhado para alcançar a abertura visando a construção de imóveis residenciais, dentro da teoria da “moradia perto do trabalho”, este é o desenho esboçado para o novo bairro de São Lourenço.

A implantação de um novo supermercado carioca perto do 12o.Batalhão da PM ampliará para quatro as unidades de grande porte, num caminho de menos de um km de intenso tráfego. O primeiro foi o “Extra”, na área onde ocorreu o incêndio do “Gran Circus Norte Americano”; o segundo o gigante “Guanabara” substituindo a garagem de bondes e trolleys; e o terceiro, a transformação do antigo Mercado Municipal num gigante centro de compras e polo gastronômico.

Trabalho e moradia

Simultaneamente, a expansão comercial está sendo marcada com o início de obras para construção de perto de 1,2 mil unidades residenciais, nas proximidades, resultando na expectativa de novos quatro mil moradores no ponto estratégico entre a Ponte, Icaraí, Fonseca, Centro e São Gonçalo.

Um conjunto ocupará a área da antiga fábrica dos refrigerantes Mineirinho,  há anos transferida do Ponto de 100 Réis para São Gonçalo; e o outro, o amplo espaço das lojas de móveis “Rio Decor”.

Os últimos empreendimentos ali realizados foram um condomínio residencial, perto do 12º Batalhão e Comando de Patrulhamento de Área, da PM; e outro na esquina da Praça Renascença, junto ao Mergulhão.

Apoio empresarial

À exemplo de sua ação em apoio ao empresariado que gera emprego e renda, como aconteceu na gestão de Rodrigo Neves em relação ao supermercado Mundial (no limite Santa Rosa-Vital Brazil), a Prefeitura de Niterói urbanizou a área e criou de condições de acesso.

Agora o novo supermercado está favorecido pelo reasfaltamento e nova sinalização nas ruas que o contornam, uma delas antes reservada a estacionamento de profissionais da segurança pública. Também promoveu um choque de ordem em vias próximas, tornando-o atrativo para novos investimentos a surgirem.  

Tráfego amarrado

Mas, para atender ao aumento de fluxo de veículos e evitar a sobrecarga da Avenida Jansen de Mello, seriam importantes duas medidas adicionais para facilitar a circulação: uma ponte, atravessando desde o 12º Batalhão até a Rua Engenheiro Henri Novo, e a abertura de uma via de 50 metros, ligando a Rua J. Figueiredo à Rua Xavier de Brito, com destino ao Centro. Seria uma conquista da gestão Axel Grael, ao criar uma alternativa à descida da Avenida Jansen de Mello no rumo de Icaraí e do Centro.

A outra seria a projeção até a rua Benjamin Constant da via que sai dos fundos do antigo Mercado Municipal, aliviando o tráfego na Av. Feliciano Sodré.

A imagem negativa da Vila Real

Os amantes do bairro torcem pela sua revitalização, para honrar o seu passado, quando era o “point” da Familia Real Portuguesa. Uma das esperanças que o também histórico “Tio Cotó” ou restaurante Vila Real elimine o horror do negror e do óleo de cozinha, no paredão externo, de dois andares, que o separa do bar-restaurante “Vestibular do Chope’. É só chamar os artistas que criaram a artística” Rua do Grafite, entre a Heitor Carrilho e a rua J. Figueredo, no entorno do prédio de “A Tribuna” e de outros imóveis privados.

Homenagem

O jornalista Vinícius Martins recebe hoje (30), às 18h, na Câmara Municipal, justo e merecido reconhecimento do Poder Legislativo de Niterói. Ele será agraciado com o Título de Cidadão Niteroiense, por meio de iniciativa proposta pelo vereador Jhonatan Anjos.

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