Painel: IBGE informa que estimativa de safra cai pelo quinto mês seguido

Pelo quinto mês consecutivo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reduziu a estimativa para a safra brasileira 2021 de grãos, cereais e leguminosas. De acordo com os dados de agosto do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados ontem, a produção deve ficar 1% abaixo da safra de 2020, com 251,7 milhões de toneladas, 2,4 milhões a menos do que os 254,1 milhões de toneladas alcançados na safra recorde do ano passado.

De acordo com o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, entre as causas da queda estão a estiagem em algumas partes do país, enquanto houve geada em outras regiões produtoras no final de julho, prejudicando a safra do milho.

A estimativa de produção do milho diminuiu 4,7% na comparação com julho, totalizando 87,3 milhões de toneladas a serem colhidas em 19,6 milhões de hectares, um rendimento médio de 4.499 quilos por hectare. Na comparação com 2020, a previsão é de uma safra 15,5% menor para o milho, mesmo com os aumentos de 6,8% na área plantada e de 6,2% na área a ser colhida.

Paraná e Mato Grosso do Sul registraram geadas no final de julho, o que diminuiu da produtividade. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos do Brasil, representando 92,4% da estimativa da produção e 87,6% da área a ser colhida no país.

A produção de soja segue com estimativas recordes. A colheita já foi concluída, com 133,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,3% em relação ao que foi estimado em julho e 10,1% a mais do que a safra de 2020, ou 12,2 milhões de toneladas. De acordo com Barradas, a cultura se desenvolveu de maneira satisfatória na maioria dos estados, apesar do atraso no plantio.

O IBGE aponta que a região chamada de Matopiba vêm expandindo as lavouras de soja. A área plantada teve aumento de 73,4 mil hectares no Piauí, 46,2 mil hectares no Maranhão, 23,5 mil hectares no Tocantins e cerca de 80 mil hectares na Bahia.

Mesmo se mantendo como a região com a maior produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, com 45,5% do total, o Centro-Oeste reduziu em 6,1% o volume produzido e deve ter uma safra de 114,4 milhões de toneladas. Mato Grosso lidera como o maior produtor entre os estados, com 28,2% do total.

As tragédias que estavam programadas

O solo brasileiro era um campo minado para explodir a fúria de insanos contra a população, não para depor mas para manter na Presidência da República aquele que lá chegou pela maioria dos votos depositados nas urnas eletrônicas e teme a ameaça de ser rejeitado nas mesmas urnas, em 2022.

São conhecidas as bravatas proferidas como ameaças de fechamento do Congresso e do STF e preocupantes como a apologia de “armar toda a população civil”. Imagine-se se aquela multidão fanática, oriunda de todo o país, estivesse armada num momento em que se proferisse uma louca “palavra de ordem”. Este risco seria maior em Brasília, onde estão o Congresso e o STF, além de ser moradia de figuras “marcadas para morrer”.

Os paisanos armados seriam uma maioria superando os efetivos das Forças Armadas e auxiliares.

É preciso realçar sempre a firmeza e a pronta ação das Forças Aramadas esvaziando Brasília no dia escalado para o golpe e início de dolorosa luta fratricida e não fazendo demonstrações de força nas ruas.

Amigo caminhoneiro?

Mas o horror para a vida dos brasileiros estava tramada com outras variantes, uma delas o colapso no abastecimento do mercado dependente do serviço dos caminhoneiros.

No dia seguinte à data marcada para a eclosão do golpe, o presidente Jair Bolsonaro cometeu o equívoco de se revelar líder dos “amigos caminhoneiros” apelando a eles para suspenderem o iniciado bloqueio rodoviário pois o Distrito Federal já estava começando a sentir os efeitos do desabastecimento, inclusive de combustíveis.

O movimento iniciado não era reivindicatório como no passado, mas apenas um ato de adesão a planos antidemocráticos, em cumprimento ao desejo do “amigo e líder Bolsonaro”.

Pressa com obras

O governador Cláudio Castro deu a conhecer o seu planejamento para aplicar todos os recursos decorrentes da venda da Cedae no curso dos 15,5 meses do seu mandato.

São obras de relevância como as de mobilidade urbana planejadas desde 1972 quando o destaque era a Linha-3 do Metrô carioca, envolvendo a saída no Largo da Carioca no sentido de um túnel subaquático e mais 27 km de vias, inclusive terminais, passando por Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

A obra foi prometida pelos governadores Faria Lima, Marcelo Alencar, Brizola, Moreira Franco, Benedita da Silva, Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e pelos interinos.

Outro plano

Em 49 anos nada foi feito e, a certa altura, imaginaram projetos de um sistema aproveitando o antigo leito ferroviário

O plano do governo agora focaliza um sistema do estilo do BRT carioca, que já foi apresentado em projeto no passado, descartando a ligação Rio-Niterói.

O dinheiro da Cedae não poderá ser aplicado em Niterói pois é oriundo de indenização às cidades que passarão a ser controladas pelo Rio-Águas.

Não há tempo para debates públicos e nem mesmo para aprovação de licenças ambientais.

O ‘boom’ do petróleo

O preço da gasolina subiu 31,09% este ano e do etanol em 40,71%, elevando para 9,68% a inflação nos 12 últimos meses.

A lei da oferta e da procura não funciona, pois o consumo caiu acentuadamente. Nas sete rodovias programadas para serem este ano, ficou difícil o cálculo para as ofertas pois o governo constatou uma redução de 14,9% no movimento, afetando o custo estimado para a tarifa de pedágio.

A tristeza está exposta, mas a alegria, não.

O preço do petróleo no mercado internacional chegou a US$74,39, quase quatro vezes mais a cotação de abril de 2020 (US$23,24)

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de petróleo com 3 milhões de barris diários, superado apenas pela Arábia Saudita (9,3 milhões).

Com a alta cotação cambial o nosso petróleo é o verdadeiro “ouro negro”.

Quem está ganhando com as exportações? Os brasileiros ou as “gringas” que se beneficiaram das privatizações?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × 1 =