PAINEL: FORTALECIMENTO DE MORO TENDE A REDUZIR CANDIDATURAS

A possibilidade de o ‘União Brasil’ fechar apoio à candidatura do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) é vista como passo decisivo para torná-lo o preferido dos conservadores defensores de uma terceira via com o afastamento de vários pré-candidatos de menor desenvolvimento nas pesquisas, à exemplo da anunciada desistência de Luiz Henrique Mandeta, a ser seguida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD).Moro tem identidade com eleitores de Bolsonaro, e com os que reprovam o atual Presidente, mas não aceitam apoiar Lula. Com isto, se fortalece a possibilidade de o ex-Ministro esvaziar a candidatura do capitão Bolsonaro e se credenciar para chegar ao segundo turno, exatamente com aquele a quem condenou à prisão e impediu de ser candidato.
Surgiria a condição de um novo radicalismo, inclusive com uma provável renúncia ao projeto de reeleição, numa saída honrosa para quem, anteriormente, já havia admitido esta eventualidade, inclusive após ter sido derrotado no seu propósito de impor o comprovante do voto emitido nas urnas eletrônicas. Na sua derrotada campanha, chegou a declarar que “sem voto impresso não haverá eleição”.

Vice, a difícil escolha

Sem nenhuma vivência regional e de acordos políticos para sintonizar interesses nacionais com as diferentes divergências locais, Moro é apenas um nome de expressão nacional como Datena ou Luciano Hulk, que não tiveram sucesso em pesquisas regionais pelo Brasil afora.
Mas a sua maior dificuldade será encontrar um nome polarizador com expressiva aceitabilidade na multiplicidade e na identificação com os candidatos ao Senado, à Câmara Federal e aos governos de estado, que se identificam com os eleitores que fazem opções entre candidatos que simbolizam a perspectivas de chegarem ao Poder.
A austeridade, transmitida pelo ex-juiz, intimida os habituados a viverem à sombra do Poder, e com a eventualidade de chegarem a alguns cargos indicados pelos políticos das bases interioranas.

A mudança Pró-Ciro

Não está descartada a possibilidade da “Ilha Moro” ser ocupada por Ciro Gomes, que tem despertado interesse de influentes políticos do PSL e do DEM, agora agregados no União Brasil.
O entendimento é que Moro atingiu o seu pico de projeção pela linha anti-Bolsonaro e anti Lula, não tendo uma ficha identificativa de conhecimento do país e de capacidade de governar, pelo menos um município, uma pequena empresa ou entender como se relacionam os funcionários de empresas e públicos em seus locais de trabalho.

O lado positivo

Empenhados em negociações com as lideranças políticas, tanto Lula como o niteroiense Rodrigo Neves estão guardando pesada munição para uso após a definição das candidaturas, o que deverá ocorrer no começo de abril.
É a partir daí – e antes dos debates eleitorais – que eles consideram ser importante ‘conversar na língua do povo’, especialmente daqueles mais empenhados em emitir o voto segundo a crença na possibilidade de votar em nomes que traduzam a melhor operacionalização dos governantes para a melhoria das condições de vida dos brasileiros, fortalecimento das empresas nacionais e melhor distribuição de rendas.
Num confronto com seus três sucessores, Lula tem gigantesco saldo positivo.
Já Rodrigo Neves se valerá da imagem de Niterói como a cidade mais bem avaliada no cenário estadual e, dentre as brasileiras, com os melhores indicadores de serviços públicos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × 2 =