PAINEL – FEDERAÇÕES NASCEM DO CAUSISMO ELEITORAL

A questão da formação de federações partidárias no afogadilho e temporalidade do processo eleitoral vai gerar anormalidades de aglutinação que implicarão, no passar do pleito, de uma nova alteração.
As uniões estão sendo orientadas pelas cúpulas partidárias à nível eleitoral e seguindo definições em decorrência do radicalismo já definido para a sucessão presidencial.
A falta de manifestação das bases vai gerar anormalidades pela desarmonia entre as uniões no plano nacional e as aglutinações nas bases estaduais e municipais. Mas muita coisa poderá ser acomodada quando, finalmente os eleitores conhecerem as linhas de conduta e pensamento definidos nos Estatutos de cada Federação. Uma definição casuística…
O troca-troca partidário deixou claro este casuísmo: quem vive à sombra do atual mandatário deixou claro o transitório caminho para o Poder. Mas também deixou claro que, salvo os radicais bolsonaristas, os mutáveis membros do Centrão estarão sem ânimo para conviver com o futuro presidente se este sair de uma outra Federação.
A legislação eleitoral tem sofrido alterações, quando deveria ser permanente, fruto de debates prévios sobre mudanças e não apenas decisões de Tribunais ou dos “Caciques” políticos amparados por bancadas parlamentares.

INCONFORMADOS

Pelo desenho apresentado até agora, as Federações deverão contar com apernas uma dezena das atuais 32 siglas partidárias. Muitos pequenos partidos, sem poder de negociação com as cúpulas, tendem a desaparecer na sombra da “cláusula de barreira”.
O prazo de registro no TSE termina em 31 de maio. Restam 46 dias para fechamento das alianças.
O PT, até agora, fala em agregar mais um partido, confiante em coligação com outra a ser formada sob a liderança de outra formada por outros partidos, como o PSB.
O Cidadania, de Roberto Freire, se articula com o PSD de Gilberto Kassab.
A tendencia do PV é se aliar ao PC do B da Rede é se agregar ao Psol.
Os vários partidos agregados ao governo deverão anunciar duas ou três Federações. Entre eles estão o PL, PP, Avante e Republicanos.

Busca pela 3ª Via

O fundador do PSL, Luciano Bivar (foto), decidiu ser o nome indicado pelo UBR dentro do projeto de escolha entre outros candidatáveis a serem apresentados pelo MDB, PSDB, Cidadania, UBR e PSL, para escolha de um nome de consenso para simbolizar a 3ª via na sucessão presidencial.
Ele já foi candidato ao Planalto. Na disputa de 2006, foi o penúltimo colocado, com menos de 1% dos votos. Destes partidos, estão em campanha Simone Tebet, João Dória e até é possível a inclusive de Sérgio Moro, que se filiou ao UBR, mas Alessandro Vieira, que seria o nome do Cidadania saiu da disputa.

Sob nova direção

A Petrobrás já conta novo Conselho Deliberativo do qual saiu Rodolfo Landim, o presidente do Flamengo.
Após a formação do novo Conselho, com eleição de seis membros escolhidos pelo governo e quatro representativos dos acionistas minoritários, foi eleito presidente da empresa, José Maria Coelho e como presidente do Conselho, Marcos Weber.
Também foi aprovada reserva de R$ 39,5 milhões para remuneração dos diretores e mais R$ 2,5 milhões para os membros do Conselho Deliberativo.
Os Estatutos da empresa serão reformados, modificando a linha de ação da Petrobrás.

PANDEMIA ATIVA
É ilusório pensar que a pandemia esteja sob controle.
Na visão da OMS, seria possível admitir esta esperança quando se atingir a meta mínima de70% de vacinação completo em todos os países.
Atualmente, apenas 46 países alcançaram este resultado. Estão na faixa de 40% apenas 68 países e 21 não chegaram nem mesmo a 10%.
O mundo já registrou 502 milhões de casos, e um total de 6,1 milhões de óbitos.
Os EUA lideram com 8,1 milhões de casos e um milhão de óbitos.
O Brasil está em situação melhor, com 31 milhões de casos e 662 mil mortes.

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